Di Ferrero no Rock in Rio: ‘quem não viveu aquilo fala hoje que é emo, e isso é muito legal’
A explosão do emo no Brasil nos anos 2000 foi tão abrangente que vários artistas bem diferentes receberam o mesmo rótulo, mesmo sem soar parecidos.
NX Zero e Forfun , por exemplo, foram colocados em uma caixinha só.
Em entrevista a Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil durante o Rock in Rio 2026 , Di Ferrero falou sobre a comparação.
O vocalista do NX Zero considera haver mais similaridade pela época em que os grupos surgiram do que pela música em si: “A cultura da geração é diferente do estilo de música.
Você pode fazer um som folk, pop, e ser daquela geração.
Forfun é uma banda do Rio, então é mais ‘pra cima’, mais solar.
O NX é de São Paulo, então é aquela coisa urbana, mais tocada.
Mas faz parte do mesmo contexto.
Apesar de ser diferente, é parecido.
Não tem como não ser: a gente é da mesma geração, a gente trocou muita figurinha desde o começo.” O cantor abriu o Palco Sunset no primeiro dia de festival, 4 de setembro, promovendo seu álbum solo mais recente, SE7E (2025).
O show ainda teve como convidado especial Danilo Cutrim , vocalista e guitarrista do Forfun — por isso a comparação.
Perguntado sobre a importância de dividir os holofotes com o colega, Ferrero ficou emocionado ao lembrar do preconceito sofrido pelo emo no período de auge de popularidade.
“Poder estar aqui no palco do Rock in Rio, lá de trás, quando a gente tocava pra dez pessoas… Estar aqui junto, poder chamar ele, proporcionar isso… Ele também me chamou pra cantar no palco da Apoteose, aqui no Rio.
É uma troca que continua, é muito irado.
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