Pela segunda vez em menos de um mês, polícia investiga indícios de lavagem de dinheiro pelo advogado Nelson Wilians
Operação da PF investiga grupo suspeito de lavar dinheiro de apostas esportivas ilegais A Polícia Federal cumpriu quinta-feira (13) mandados em cinco estados para investigar um grupo suspeito de lavar dinheiro de apostas esportivas ilegais.
Mais uma vez, a polícia bateu à porta da mansão do advogado Nelson Wilians, em São Paulo.
O dono de um dos maiores escritórios de advocacia do país é investigado por participar de um esquema de lavagem de dinheiro da empresa de apostas esportivas Pixbet, antes de ela ter autorização para funcionar. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo as investigações, a Pixbet enviava dinheiro de apostas online do Brasil para empresas do grupo "sem atividade real" em Curaçao, no Caribe.
A polícia diz que uma delas, a Pixstar, recebia notas fiscais de empresas do grupo Pixbet e do escritório de Nelson Wilians referentes a supostos serviços prestados.
Ainda de acordo com a investigação, a Pixstar realizava os pagamentos e assim o dinheiro voltava ao Brasil.
A polícia afirma que o escritório de Nelson Wilians foi o que mais recebeu: R$ 37 milhões.
O advogado dele disse que o dinheiro se refere ao pagamento de honorários.
“Todos os valores, isso facilmente vai ser comprovado e demonstrado, que vieram da Pixbet entraram no escritório.
Ou seja, foram faturados, notas fiscais, declaração, recolhimento de tributos.
Então, nós desconhecemos a fonte que as autoridades usaram para chegar nesta conclusão”, diz Santiago Schunck, advogado de defesa Nelson Wilians.
Essa não é a primeira investigação contra o advogado Nelson Wilians.
Ele foi alvo em julho de uma operação do Fisco paulista que apura uma suposta venda de créditos falsos de ICMS.
E, em outra operação, em 2025, a PF investigou a participação dele em um esquema de fraudes no INSS.
Na operação desta quinta-feira (13), os agentes federais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e pediram o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos investigados.
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