Tifanny se diz 'muito abalada' com regra da CBV sobre teste genético
A jogadora de vôlei Tifanny Abreu, do Osasco, disse estar "muito abalada" e afirmou que a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) "está tirando" dela "o amor pelo voleibol" e a profissão.
Visivelmente emocionada, Tifanny leu um depoimento escrito e disse que vive um "momento tão difícil". "Não foi fácil, foi uma noite muito difícil para mim, por uma história que não é uma história pequena, é uma história de 10 anos dentro das quadras", afirmou.
A atleta disse que a decisão da entidade atinge também o clube e pessoas que acompanham sua trajetória. "Isso não afeta somente a mim, afeta meu clube, a torcida, os patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim", continuou.
A jogadora afirmou que a medida tem impacto sobre o direito de pessoas trans no esporte. "É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão de todas as pessoas no esporte", disse.
Tifanny comparou o procedimento a práticas adotadas em décadas passadas. "Voltamos para uma forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70. Nós estamos em 2026, não podemos ter esse retrocesso jamais", afirmou.
Ela disse que vai buscar medidas para manter sua atuação e defender a pauta de inclusão. "Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, a inclusão e a prática do esporte não tenha sido em vão", comentou.
A CBV mudou as regras do vôlei brasileiro e passou a exigir teste genético de atletas. A nova exigência foi publicada em 14 de agosto de 2026.
A medida citada por Tifanny envolve a participação no voleibol feminino. A jogadora afirmou que atua há 10 anos na modalidade e disse: "São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem".
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