Histórico de lesões com a seleção acende alerta no Barcelona sobre Raphinha
O que pode parar Raphinha na temporada 2026-27, em que já marcou 14 gols em 8 jogos e tem o melhor início de um jogador na história do Barcelona?
A resposta, nos bastidores do clube catalão, está na ponta da língua: as três semanas de Data Fifa com a seleção brasileira. Raphinha cruzará o planeta para disputar três amistosos — dois contra a Austrália, um contra a Índia.
Nenhum outro jogador do Barcelona viajará tanto e para jogos tão pouco relevantes. Os europeus do elenco disputarão partidas da Liga das Nações da Uefa, com viagens curtas, dentro do próprio continente.
O receio dos clubes com essas viagens longas e amistosos não é novidade e tem até nome: "vírus Fifa".
A expressão ganhou notoriedade na imprensa espanhola para definir as lesões que jogadores sofrem quando estão jogando por suas seleções — e que, muitas vezes, acabam deixando suas equipes desfalcadas em jogos importantes.
O tema é tão recorrente que virou assunto na entrevista coletiva do técnico Hansi Flick, na sexta-feira passada, antes do duelo do Barcelona com o Sevilla.
"Muitos jogadores estarão com suas seleções. Se isso é bom ou não, não sou eu que decido. Porque, afinal de contas, é assim que as coisas são, e não posso mudar isso. É claro que, sempre que os jogadores saem do clube, ficamos preocupados. Mas, no fim das contas, confio nos treinadores das seleções", disse o alemão, que já foi técnico e auxiliar técnico da seleção de seu país.
No caso de Raphinha, a preocupação se justifica. Nas duas últimas convocações pela seleção, ele se machucou.
O camisa 11 sofreu uma lesão muscular no amistoso contra a França, em março, que o tirou de parte da reta final da temporada europeia, incluindo as quartas de final da Champions League.
Depois, o brasieiro voltou a se machucar durante a Copa do Mundo. Ele teve uma lesão bíceps femural da coxa, contra o Haiti, no segundo jogo da fase de grupos, ficou fora dos duelos contra a Escócia e o Japão, e assistiu do banco a eliminação diante da Noruega.
O fato de Raphinha ser o jogador com mais gols na elite do futebol europeu nesta temporada aumenta a preocupação. Para o Barcelona, perdê-lo por lesão seria um golpe duríssimo.
Soma-se a isso o fato de o atacante vir de uma temporada em que as lesões não o deixaram ter uma sequência de jogos. Ele sofreu, ao todo, três recaídas de um problema muscular.
Um fator a mais de preocupação é a qualidade dos jogos da seleção brasileira. O amistoso contra a Índia, por exemplo, é uma espécie de evento-homenagem aos torcedores do país asiático, sem qualquer tradição no futebol.
O gramado de Calcutá preocupou a CBF, que não gostou do que viu em uma primeira inspeção, no fim de agosto, e voltou a fazer observações no início deste mês. A entidade afirma que não há preocupação, mas a própria mídia indiana tem noticiado que a superfície tem problemas e poderia causar lesões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.