Por que PCC e CV são terroristas para os EUA, mas não para o Brasil; entenda
Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Kazuhiro Nogi e Jim Watson/AFP Recentemente, a Casa Branca acusou o governo brasileiro de "falhar" no combate ao PCC e ao CV, facções classificadas como terroristas pelos Estados Unidos.
Nesta sexta-feira, em resposta à acusação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não aceita a classificação das organizações criminosas pelos norte-americanos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em discurso, o candidato do PT à reeleição disse que "terrorismo" foi o 8 de Janeiro e o planejamento de assassinato de autoridades no contexto da trama golpista.
"Nós precisamos ganhar do crime organizado.
E eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o [Donald] Trump.
Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, ele não fala da luta e da briga pelo poder.
Quem fazia isso? O Bolsonaro tentando dar o golpe no 8 de Janeiro.
Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes.
Isso é terrorismo de Estado", afirmou Lula.
A discordância sobre a designação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas não é de hoje, já que EUA e Brasil têm critérios diferentes para enquadrar grupos criminosos nessa categoria.
Segundo o Departamento de Estado do país, são três condições principais: Ser uma organização estrangeira.
Engajar-se em atividade terrorista (ou ter capacidade e intenção de fazê-lo).
Representar ameaça à segurança de cidadãos ou à segurança nacional dos EUA (defesa, relações exteriores ou interesses econômicos).
Já na legislação brasileira, terrorismo é definido pela prática de atos violentos "por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio ou a paz pública".
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