Pior da semana: Grazi e Anitta correm, mas ‘Corrida dos Bichos’ se perde
Há filmes que fracassam pela falta de ideias e outros pelo excesso delas.
Lançado no último fim de semana pela Prime Video, Corrida dos Bichos pertence à segunda categoria.
O novo longa de Fernando Meirelles parte de uma premissa potencialmente provocadora, mas são tantos ingredientes que ficou difícil encontrar um equilíbrio entre ação, crítica social e desenvolvimento dos personagens.
Ambientado no Rio de Janeiro de um futuro distópico, o thriler apresenta uma cidade devastada por uma catástrofe ambiental que se transforma no cenário de uma disputa inspirada no “antigo” jogo do bicho.
Na chamada Corrida dos Bichos , pessoas pobres são colocadas no papel de corredores e controladas por milionários que apostam em quem chegará ao fim da competição.
Mano ( Matheus Abreu ), jovem que lidera um grupo contrário ao sistema, é obrigado a entrar no jogo quando sua irmã, Dalva ( Thainá Duarte ), é usada como garantia.
Para salvá-la, ele precisa enfrentar uma corrida mortal na qual cada participante representa um animal.
A trama pega carona nos blockbusters hollywoodianos, adicionando um sotaque carioca, o jogo do bicho e uma coleção de rostos conhecidos do público brasileiro, como Rodrigo Santoro , Seu Jorge , Bruno Gagliasso , Grazi Massafera , Isis Valverde e até Anitta .
O problema é que, ao tentar importar a grandiosidade desse tipo de produção para uma realidade brasileira, Corrida dos Bichos parece mais preocupado em copiar receitas norte-americanas do que em encontrar uma identidade própria.
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Siga o perfil @veja.gente ) O roteiro também não ajuda.
Os diálogos são rasos e, em alguns momentos, cômicos.
O grito de “o bicho vai pegar” antes de começar o jogo, por exemplo, rende mais risadas do que suspense.
A referência a Continua após a publicidade Jogos Vorazes também é tão evidente que tudo se torna previsível.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.