STF espera que Temer negocie saída contra impeachment de Alexandre de Moraes
Entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) , a expectativa é que o ex-presidente Michel Temer (MDB) consiga negociar uma saída que impeça um provável processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes a partir de 2027.
O político foi às redes sociais nos últimos dias e anunciou apoio do candidato do PL ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro, ainda que uma das plataformas de campanha do Zero Um seja a degola do único nome indicado pelo emedebista à Corte.
Na segunda-feira, 5, Temer fez uma avaliação do resultado do primeiro turno, quando Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e o presidente Lula teve 45,15%, e disse ter detectado no eleitor um sentimento de “renovação”, “renovação que apareceu fortemente na composição do Congresso e na força da candidatura à Presidência que chegou ao segundo turno em primeiro lugar”.
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros.
Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, afirmou.
Afeita a costuras políticas, uma ala do Supremo que se considera ameaçada por eventuais processos de impeachment afirma que, além da entrada de Temer em campo, é possível conversar com senadores de direita menos radicais em busca de alguma dose de acomodação.
Temer, como se sabe, indicou Alexandre de Moraes, relator do inquérito da trama golpista, para o STF .
“Se a Suprema Corte prendeu o Bolsonaro com medo de ele influenciar na eleição, percebeu que não adiantou prendê-lo.
Ele influenciou”, disse a VEJA a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), pró-impeachment e aliada da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro.
Continua após a publicidade Empoderados pelas urnas, os novos senadores querem não só mudar as regras para o andamento de processos de impeachment, tornando-os obrigatórios quando houver o apoio de 49 dos congressistas, como até mesmo reduzir os poderes, em especial os criminais, dos ministros da Suprema Corte.
Conforme mostrou VEJA, a tendência é que o STF só retome depois do Carnaval de 2027 a análise do caso que mais atormenta Moraes – a eventual abertura de investigação contra ele por ter atuado como um interlocutor privilegiado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Se confirmado, o movimento coincidiria com a ascensão do novo Senado eleito no dia 4 de outubro, tornando o destino do magistrado cada vez mais nebuloso.
Continua após a publicidade Se sobreviver à ofensiva, Alexandre de Moraes se tornará presidente do STF a partir de setembro do ano que vem.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.