Trump recebe Xi na Casa Branca sob expectativa baixa de acordos
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe nesta quinta-feira o líder chinês, Xi Jinping , para uma reunião bilateral e um jantar de Estado na Casa Branca. É o dia principal da primeira visita de Xi a Washington em mais de uma década. Na quarta-feira, Trump foi pessoalmente recebê-lo na base aérea de Andrews, em Maryland, gesto raro: segundo a AFP, fora as visitas de papas, o último presidente americano a fazer isso foi John F. Kennedy, em 1962.
A pauta inclui inteligência artificial , a guerra contra o Irã, Taiwan e o acesso chinês a chips americanos. Analistas ouvidos por Reuters e AFP esperam mais cerimônia do que resultados. Na chegada, Xi disse que os dois países devem ser "parceiros, não rivais". A recepção de gala irritou republicanos: o senador Roger Wicker, presidente da Comissão de Forças Armadas do Senado, chamou Xi de "ditador brutal". A crítica veio em meio a relatos de que Pequim teria repassado informações de inteligência ao Irã para ataques contra tropas americanas. Executivos como Tim Cook, Elon Musk, Sam Altman e Jensen Huang estão entre os convidados do jantar.
Um juiz federal dos EUA ordenou nesta quinta-feira que o governo Trump devolva imediatamente as credenciais dos jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico , banidos da Casa Branca pelo presidente na sexta-feira passada (18). A decisão do juiz Timothy Kelly, nomeado pelo próprio Trump em 2017, vale por 14 dias enquanto o processo avança.
Kelly concluiu que as credenciais foram cassadas sem aviso prévio nem direito de defesa, como exige a jurisprudência americana. Ele também rejeitou o argumento de que as reportagens ameaçavam a segurança nacional. Segundo o juiz, essa justificativa só apareceu depois que os veículos foram à Justiça; ao anunciar o banimento, Trump falou apenas em "notícias falsas". Mesmo após a ordem, uma repórter da CNN foi barrada na entrada da Casa Branca na manhã desta quinta, segundo a emissora. Em solidariedade, as cinco grandes redes de TV do país continuam sem gravar os eventos do presidente. Elas se revezam para filmar Trump e compartilhar as imagens com o restante da imprensa.
Rodríguez não mencionou Nicolás Maduro nem Hugo Chávez. Maduro foi capturado por forças americanas em Caracas em 3 de janeiro e está preso no Brooklyn, a cerca de 14 km da sede da ONU, à espera de julgamento por narcotráfico. Ela também elogiou o acordo petrolífero firmado com os EUA em 28 de agosto. Pelo acordo, segundo o jornal El País, a Venezuela cede aos americanos 20% de suas reservas de petróleo ; na véspera, Trump havia chamado o arranjo de "espólio dos vencedores". O tom contrasta com o de 2019, quando, no mesmo púlpito, Rodríguez atacou as "garras imperiais" de Trump.
Enquanto isso, a líder opositora María Corina Machado segue sem conseguir voltar à Venezuela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.