EUA firmam acordo de sete anos por interceptadores Patriot em meio à crise
O Pentágono informou nesta segunda-feira (31) que fechou acordos de sete anos pelos interceptadores Patriot.
As negociações com a General Dynamics Ordnance and Tactical Systems e a Lockheed Martin para aumentar a produção de dois tipos de mísseis utilizados nos conflitos do Irã e da Ucrânia.
Segundo o órgão, as negociações visam “aumentar os volumes de produção e acelerar os cronogramas de entrega de subcomponentes críticos de mísseis que dão suporte aos programas de interceptadores THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) e PAC-3 MSE (Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement)”.
Ambos os mecanismos de defesa vêm sendo utilizados em massa nos conflitos do Oriente Médio e da Ucrânia pelos EUA e seus aliados, que enfrentam uma insuficiência de mísseis antiaéreos.
Leia Mais Vance diz que Trump enviou mensagem ao Irã com post sobre ilha de Kharg Relatório do Pentágono alerta que prolongar guerra com Irã é insustentável Xi diz a Putin que laços entre China e Rússia ficarão mais sólidos Falta de mísseis Patriot na Ucrânia Mais cedo neste mês, a Ucrânia revelou com exclusividade à CNN que o país enfrenta uma séria escassez de interceptadores Patriot.
Na ocasião, a CNN visitou um dos sistemas de defesa, que, segundo o chefe-engenheiro das Forças Armadas do país, havia ficado sem operar por seis semanas devido à carência de mísseis antiaéreos.
“É uma cena realmente de partir o coração: você tem o equipamento, mas não consegue interceptar nenhum míssil”, disse o chefe-engenheiro, identificado apenas como Dmytro, visivelmente emocionado.
“ Mísseis balísticos passam sobre a sua cabeça e você não pode fazer nada a respeito, enquanto, atrás de você, há civis.” A primeira vez que ele ficou sem interceptadores para disparar foi em dezembro de 2025.
“É difícil descrever — são sentimentos intensos e ruins”, disse ele.
“É como aprender a andar, mas não conseguir andar.
Saber respirar, mas não conseguir respirar.” A crise global no fornecimento de interceptadores Patriot foi agravada pelo uso intensivo deles na região do Golfo, em março e abril, muitas vezes para combater ataques de drones iranianos de baixo custo.
Acredita-se que os ricos estados do Golfo tenham utilizado dezenas desses interceptadores, e Dmytro disse saber que o conflito no Oriente Médio acabaria afetando a Ucrânia.
“Previmos que teríamos problemas.
Ficamos muito chocados com a quantidade de mísseis que eles lançaram simultaneamente… justamente os mísseis que poderíamos usar contra mísseis balísticos russos”, disse ele.
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