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Toledo: Fala de Flávio sobre aumentar mandato com 'bola rolando' é golpe

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Toledo: Fala de Flávio sobre aumentar mandato com 'bola rolando' é golpe

Siga UOL Notícias no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A proposta de Flávio Bolsonaro de ampliar o próprio mandato depois da eleição "mexe na regra do jogo com a bola rolando" e deve ser tratada como "um golpe", afirma o jornalista José Roberto de Toledo no A Hora , do Canal UOL .

O tema é um dos destaques do episódio desta semana do A Hora da Pesquisa, do podcast de notícias A Hora , do UOL, com os jornalistas Thais Bilenky e José Roberto de Toledo , disponível nas principais plataformas. Ouça aqui .

Para Toledo, a mudança de regra depois do voto cria um incentivo direto para parlamentares aprovarem uma medida que os beneficia. Ele diz que, se a proposta não gerar reação, a imprensa falha ao não expor o impacto para o eleitor.

Acho, sinceramente, que esse golpe de aumentar o próprio mandato antes mesmo de ser eleito... Se o Flávio não apanhar na imprensa por conta disso, é uma vergonha para a imprensa. Não é possível que, depois que a eleição foi feita, que os deputados já estão eleitos, os senadores, os governadores já estão eleitos, você vai comunicar ao eleitor que ele não elegeu aquele candidato por quatro anos, mas por cinco, depois que a eleição aconteceu. Isso é um golpe. Não tem outra palavra pra usar. É um golpe. José Roberto de Toledo

Flávio Bolsonaro afirmou ontem, em entrevista coletiva, que pretende alterar a Constituição para promover uma reforma do Judiciário, reduzir a maioridade penal e aprovar o fim da possibilidade de reeleição. Ele insinuou uma ampliação da duração do mandato. O candidato do PL não deu detalhes sobre a reforma do Judiciário e disse que o Congresso deve decidir sobre os critérios para o fim da reeleição.

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"Se vai ser mandato de quatro, de cinco anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir qual é o caminho que tem que ser feito, é a reforma política que tem que ser feita", disse ele

Para Toledo, o Congresso tem "direto interesse" em aumentar mandatos e uma eventual aprovação teria caráter de "votar em causa própria", já que parte expressiva dos parlamentares se reelegeu.

Ah, mas vai aprovar no Congresso? Sim, eles têm direto interesse em aumentar o próprio mandato. (...) Óbvio que, se eles aprovarem, vão estar votando em causa própria. Isso é absolutamente inaceitável do ponto de vista da democracia. Você está mexendo na regra do jogo com a bola rolando. Não tem isso, não existe isso. José Roberto de Toledo

Na conversa, Toledo também projeta que o tema pode entrar no debate eleitoral ao reforçar, para parte do eleitorado, o que estaria "em jogo" em um eventual governo de Flávio, mais do que uma tentativa de melhorar a avaliação do governo Lula.

Como o Flávio já demonstrou, ele já está querendo tomar do eleitor o direito de votar em 2030. É disso que se trata. Já adiou em um ano, talvez dois, porque se adia um, pode adiar dois, pode adiar dez.

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