Correr com carrinho é mais seguro para pais, indica estudo
A mãe Cristiane Gercina aborda descobertas do início da maternidade e desafios da adolescência
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Já falei aqui nesta Folha sobre como me preparava para correr uma maratona em 2024 quando descobri que estava grávida . A prova de 42 km é uma superação que muitos corredores amadores, como eu, buscam para dizer "cheguei lá".
Mas não era possível seguir com os treinos justamente devido à alta intensidade que um treino para maratona, sem contar a corrida da prova em si, exige do nosso corpo, que naquele momento passava por todas as transformações fisiológicas da gestação .
Passado o nascimento dos bebês, muitos pais, especialmente as mães, reclamam da falta de tempo —e motivação, quando as noites são picadas entre despertares, mamadas, trocas de fralda e choro— para retomar a prática da atividade física .
Há quem diga que vai esperar a criança ser maior e ter uma certa autonomia para recuperar a ginástica, um caminho contraindicado por muitos médicos, especialmente dados os benefícios à saúde mental e física da prática de atividade semanal.
E se aliar a atividade com o cuidado do bebê for não apenas uma forma prazerosa de conciliar o tempo mas, também, com menor risco de lesão para os novos pais?
Um novo estudo publicado no último dia 12 na revista científica PLoS One, uma das mais conceituadas de acesso aberto, avaliou o risco de lesão em pais que corriam com os bebês nos carrinhos e aqueles que preferiam correr só.
O resultado da análise foi que a taxa de lesões por milha (equivalente aproximadamente a 1,6 km) corrida foi 55% menor no grupo que realizava a prática com carrinho do que naqueles que corriam sem os seus bebês no transporte.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia (Estados Unidos), recrutou 250 voluntários, dos quais 200 eram pais que reportaram correr com os seus filhos no carrinho e 55 para o grupo controle, ou seja, que corriam sozinhos. Os questionários foram enviados online aos participantes, e as respostas eram autorreportadas. Ao final, a análise estatística incluiu 196 respondentes que corriam com carrinho e 53 no grupo controle.
Cerca de 30% (16 de 53) dos participantes que não corriam com carrinho reportaram lesões por excesso de treino, contra 19% (37 dos 196) no grupo de corrida com carrinho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.