Redata põe o Brasil na corrida dos data centers. Mas qual corrida queremos disputar?
O Senado colocou o Redata no topo da pauta desta terça-feira, 1º de setembro, mas a votação ainda não pode ser dada como certa. O PL 278/2026 segue formalmente pendente do parecer do relator, Cid Gomes (PSB-CE), e o requerimento de urgência também precisa ser apreciado. A matéria entrou no esforço concentrado depois de ser...
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Senado colocou o Redata no topo da pauta desta terça-feira, 1º de setembro, mas a votação ainda não pode ser dada como certa.
O PL 278/2026 segue formalmente pendente do parecer do relator, Cid Gomes (PSB-CE), e o requerimento de urgência também precisa ser apreciado.
A matéria entrou no esforço concentrado depois de ser incluída entre as prioridades acertadas por Lula , Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB).
Há uma onda global de investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, e o Brasil não parte do zero. O país já responde por aproximadamente metade da capacidade instalada de data centers na América Latina.
Para 2026, a JLL projeta um ano recorde: 106 MW foram entregues apenas no primeiro semestre, outros 134 MW estavam previstos para a segunda metade do ano, e há 660 MW em construção, associados a cerca de US$ 17,4 bilhões em investimentos.
A aprovação do Redata pode melhorar a posição brasileira nessa disputa.
Mas a pergunta relevante é qual infraestrutura digital queremos construir, a que custo e com quais efeitos sobre energia, inovação e capacidade tecnológica nacional.
O Redata suspende por cinco anos tributos federais sobre equipamentos destinados à instalação ou ampliação de data centers, incluindo PIS/Cofins, IPI e, em determinadas situações, Imposto de Importação.
Se as exigências forem cumpridas, a suspensão converte-se em alíquota zero.
A estimativa oficial de impacto fiscal é de 5,2 bilhões de reais em 2026 e aproximadamente 1 bilhão de reais em cada um dos dois anos seguintes.
Em troca, o texto aprovado na Câmara determina que pelo menos 10% da capacidade beneficiada de processamento e armazenamento seja destinada ao mercado interno, exige energia limpa ou renovável e eficiência hídrica e obriga as empresas a investir no país o equivalente a 2% do valor dos equipamentos incentivados.
Entre elas estão propostas para estabelecer conteúdo nacional mínimo nos equipamentos, reconhecer água de reúso, alterar benefícios regionais e ampliar as fontes energéticas admitidas.
Laércio Oliveira (PP-SE), por exemplo, quer explicitar gás natural, energia nuclear e biometano como fontes complementares. Essa mudança também é defendida pela carta que reuniu 11 frentes parlamentares e 35 entidades empresariais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.