Onde último caso de raiva humana ocorreu em MS, fronteira recebe campanha
Corumbá e Ladário, municípios da fronteira de Mato Grosso do Sul com o departamento de Santa Cruz, na Bolívia, recebem campanha de vacinação contra a raiva canina e felina mobilizada pelo Ministério da Saúde neste sábado (22).
Além de vacinas, haverá distribuição de materiais com informações sobre a doença.
Outras cidades da fronteira com a Bolívia e o Peru participam da ação simultaneamente: Assis Brasil (AC), Epitaciolândia (AC), Brasiléia (AC), Cáceres (MT) e Guajará-Mirim (RO).
“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do departamento de doenças transmissíveis da pasta federal, Francisco Edilson Ferreira.
Os vacinadores receberam materiais para trabalharem com segurança e conservarem bem as vacinas.
Caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras foram fornecidos pelo Ministério.
Uma década - O Brasil não registra casos de raiva humana transmitidos pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2) há 10 anos, segundo o Ministério da Saúde.
Em Mato Grosso do Sul, o registro mais recente da doença em humano ocorreu em 2015, justamente na fronteira.
A vítima foi um homem de 38 anos, de Corumbá, mordido por um cachorro.
Ele chegou a ser transferido para o Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande, e ficou dias internado, mas não resistiu.
Apesar do período livre da raiva humana, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.
O cenário reforça a importância de manter os pets vacinados e buscar atendimento rapidamente diante de sintomas suspeitos.
Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres.
Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos.
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