“Fanon”, o filme de Jean-Claude Barny, gratuito para todos os brasileiros
Quando estudei Filosofia, há 26 anos, não conheci Frantz Fanon.
Naquela época, ele não era um autor tão difundido na academia como é hoje.
Meu primeiro encontro com seu pensamento aconteceu muitos anos depois, durante um semestre de estudos no IFRJ, em Nilópolis.
Foi uma experiência extraordinária, dessas que ampliam nossa maneira de compreender o mundo.
Em 2022, durante uma temporada em Paris, fiquei namorando uma edição original de Les Damnés de la terre (“Os Condenados da Terra”), de Frantz Fanon, na livraria Le Petit Égypte , na rue des Petits-Carreaux.
Fotografei o livro.
Queria comprá-lo, mas o livreiro não queria vendê-lo.
E lá ficou Fanon, atrás do vidro, tão perto e tão inacessível.
Alguns anos depois, foi uma mulher de origem tunisiana, Amel, distribuidora francesa, quem me apresentou “Fanon”, o filme de Jean-Claude Barny.
E não se limitou a me apresentá-lo.
Disse, com toda a convicção: “Você tem que distribuir esse filme no Brasil.
Ele é fundamental!”.
Eu já conhecia o pensamento de Fanon.
Sabia que ela tinha razão.
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