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Lula enfrentou 1.104 ações, e campanha acusa Meta de desequilibrar eleições

UOL Notícias ·
Lula enfrentou 1.104 ações, e campanha acusa Meta de desequilibrar eleições

Um relatório final da equipe jurídica da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reeleição indicou que foram movidas mais de 1.104 ações judiciais. Em entrevista ao UOL , o coordenador jurídico, Ângelo Ferraro, apontou que a Meta buscou interferir diretamente no resultado eleitoral.

Segundo o balanço interno da campanha, foram apresentados 610 processos em favor de Lula, enquanto o petista teve de responder a 479 processos. Os dados da equipe jurídica da campanha petista indicaram que de todos os processos ajuizados, houve 584 decisões judiciais, com 63% de vitórias para o petista.

Ao UOL , Ferraro destacou que a principal mudança na estratégia jurídica de 2022 para 2026 foi uma redução do alcance de perfis ligados a Lula. Segundo ele, a Meta reconheceu falhas técnicas, o que, para a campanha de Lula, demonstrou um desequilíbrio na disputa eleitoral.

O coordenador jurídico também afirmou que o pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) foi feito por entender que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não decidiu a tempo. Foi a partir do pedido da campanha do petista que o ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação do prazo de votação por mais duas horas.

O UOL demonstrou que depois das 17h foram contabilizados 34 mil votos. O total equivale a 0,003% dos 128 milhões de votos válidos. A campanha adversária, de Flávio Bolsonaro (PL), também pediu o adiamento do pleito ao TSE. Depois, em seu primeiro discurso, o candidato derrotado afirmou que a decisão de Zanin foi "indicação".

O senhor atuou na coordenação jurídica da campanha do presidente Lula em 2022. Quais as principais diferenças e os desafios com que vocês precisaram lidar na estratégia jurídica do pleito de 2026?

Em 2022, enfrentamos um ecossistema de desinformação com centro de comando identificável. Na AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) ajuizada em outubro daquele ano, demonstramos uma rede de dezenas de pessoas e perfis articulados em torno de Carlos Bolsonaro, dedicada a produzir, financiar e difundir conteúdo falso. O TSE abriu a investigação, desmonetizou canais e foi referendado pelo Plenário. Ali se consolidou a compreensão de que a desinformação organizada é abuso de poder, e não um conjunto de casos isolados.

Em 2026, o desafio foi mais grave porque passou pelas próprias plataformas. A Meta reduziu o alcance de perfis da nossa campanha e, questionada, reconheceu falhas técnicas. Falhas que, curiosamente, operaram num só sentido e garantiram maior alcance à candidatura adversária. Numa plataforma que concentra o debate público, isso não é detalhe técnico: é desequilíbrio da disputa. Houve também a tentativa de suspender o Exército do Lula, canal criado pelo apoiador André Janones, que revertemos em mandado de segurança. Tentaram ainda derrubar o Porta-Voz do Lula e o Pode Espalhar, nossas principais plataformas de mobilização, sem sucesso. No campo do financiamento, o PL deixou de aplicar cerca de R$ 77 milhões em sua fundação partidária, como exige a lei, recursos que poderiam ser direcionados à campanha.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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