Faria Lima segue cética sobre ajuste fiscal após acenos da campanha de Lula
Os investidores no principal centro financeiro do país, a Faria Lima , seguem céticos sobre a chance de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajustar as contas públicas do Brasil em um hipotético quarto mandato — apesar de recentes acenos da campanha petista.
As principais casas do centro financeiro medem o ceticismo do mercado com o programa de Lula especialmente a partir da curva de juros .
Os investidores negociam títulos e contratos de juros futuros com base em sua expectativa para a economia.
Acontece que, há meses, a curva de juros pouco se altera.
E a leitura de analistas é de que os acenos não convenceram o mercado.
Os principais agentes financeiros do país seguem trabalhando com um cenário em que Lula é marginalmente favorito às eleições de 2026.
Leia Mais Análise: Governo apela para convencer sobre ajuste fiscal Lula é aconselhado a adotar ajuste rápido em 2027, mas sem "Plano Levy" Análise: Mercado ajusta visão sobre fiscal em possível 4º mandato de Lula Segundo estes agentes, pesa contra os acenos do presidente seu terceiro mandato.
O mercado vê Lula relutante a medidas consideradas necessárias e impopulares para o ajuste fiscal, como a desvinculação dos pisos de saúde e educação da receita e a desindexação de benefícios sociais e previdenciários do salário mínimo.
Além disso, os agentes avaliam que, se eleito, Lula seguirá enfrentando resistências no Congresso para iniciativas de corte de gastos .
No fim de 2024, um pacote para redução de despesas do governo federal acabou enxugado pelo Legislativo .
Lula definiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, como seu principal emissário para o diálogo com a Faria Lima .
E o chefe da economia no governo vem sinalizando um eventual Lula 4 de responsabilidade e até aperto no atual arcabouço fiscal.
Durigan entrou em campo após a campanha de Lula desautorizar Sérgio Gabrielli, coordenador do plano de governo petista, para a interlocução.
O ex-presidente da Petrobras defende que a crescente dívida do país não tem como principal vilão os gastos primário da União, mas especialmente os juros altos .
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