Dirigente do Fed diz que PCE mostra necessidade de agir contra inflação
A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Beth Hammack, voltou a defender a necessidade de elevação de juros pelo banco central americano, em entrevista à CNBC.
“É hora de agir.
Não vejo nenhuma restrição na política monetária e, quanto mais esperarmos, mais doloroso será agir para controlar a inflação no futuro”, disse.
Hammack observou que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA – medida preferida de inflação do Fed – veio exatamente como sua distrital projetava os números de julho e que os preços seguem bem acima da meta do BC norte-americano.
Leia Mais Bolsas da Europa caem com temores de inflação a ata do BCE; Alemanha destoa BCE alerta para possível nova alta de juros se inflação não ceder Retaliação comercial do Canadá aos Estados Unidos tem forte apoio nacional Ela também notou que há maior quantidade de empresas dispostas a tomar empréstimos e levantar capital.
“Ainda não estamos em um ponto em que a inflação e as expectativas estejam descontroladas, quero evitar justamente isso”, afirmou.
Pesquisas mostram que famílias e empresas americanas ainda esperam que o Federal Reserve cumpra a meta de baixar a inflação para 2%, destacou a dirigente.
Ao ser questionada, Hammack ressaltou que as ações para controlar a inflação devem vir do banco central, e não de dinâmicas do setor financeiro.
“O objetivo do mercado é fazer lucro para si e seus clientes.
Por isso digo que, por mais que possam complementar, não podem substituir o trabalho do Fed”, apontou.
Sobre a recompra de títulos do Tesouro dos EUA, a dirigente evitou comentar em detalhe e se limitou a dizer que os objetivos do banco central e do governo também são diferentes.
Hammack ponderou que os dirigentes ainda possuem muito tempo antes da próxima decisão de juros em setembro, o que permitirá que analisem melhor a economia.
Contudo, ela ressaltou que o nível neutro das taxas – que não estimula ou restringe a atividade – parece estar do “lado mais alto” das expectativas do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês).
A dirigente tem direito a voto nas reuniões do BC americano em 2026.
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