Governo prepara proibição de jogos on-line e mira mercado das bets
Uma eventual proibição de jogos on-line pode atingir uma cadeia que vai muito além das próprias plataformas de apostas.
Clubes de futebol, casas de apostas e veículos de comunicação já se movimentam diante da possibilidade de o governo federal adotar uma medida ampla contra o setor.Entre os clubes, a estimativa é de que aproximadamente R$ 1 bilhão em patrocínios esteja em risco caso os jogos on-line sejam proibidos.
Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo possuem contratos com casas de apostas superiores a R$ 100 milhões anuais.
Outros times também mantêm acordos de valores elevados.A reação ocorre enquanto o governo prepara uma Medida Provisória sobre o tema.
O texto ainda está em elaboração e pode estabelecer a proibição dos jogos on-line, além de impor novas restrições às apostas esportivas.
A previsão é que a medida seja apresentada nos próximos dias.Setor prepara reaçãoA possibilidade de uma proibição mais abrangente levou os clubes a discutirem uma estratégia conjunta de mobilização.
Uma nota também está sendo preparada para classificar a iniciativa como eleitoreira e relacioná-la à dificuldade do governo em combater o jogo ilegal.As empresas de apostas, por sua vez, também articulam uma reação e já trabalham com a possibilidade de judicializar a questão.
Houve uma tentativa de contato do setor com o governo, mas a iniciativa não teve sucesso.Um dos argumentos apresentados pelas casas de apostas é que uma proibição poderia favorecer o mercado clandestino, com o crescimento de BETs que não são registradas no Brasil e não recolhem impostos.Publicidade entra na disputaO debate também alcança os meios de comunicação que transmitem partidas esportivas e possuem receitas provenientes de anúncios de casas de apostas.A Globo é citada como um dos casos envolvidos nesse mercado, já que a empresa também é dona de uma casa de apostas.
Ainda não está claro se a pressão exercida pelos diferentes setores terá influência sobre a versão definitiva da MP.Até agora, clubes e empresas esperavam medidas mais específicas.
Entre as possibilidades discutidas estavam restrições aos jogos de cassino e à publicidade, incluindo limitações relacionadas aos horários e aos locais de exposição das marcas.A sinalização atual do governo, porém, aponta para uma proposta de alcance maior.Medida ocorre após críticas de LulaA discussão ganhou força após declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os efeitos das apostas.
No início da semana, depois de encontrar famílias que sofreram com o jogo, Lula afirmou que novas decisões seriam anunciadas em breve."Estamos tomando decisões e logo logo a gente vai anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso porque é uma doença, não é um jogo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.