Kinoforum 2026: Sextei com 10 filmes, com pelo menos 4 grandes destaques
Acordei na manhã de sexta-feira (21 de agosto) muito animado, afinal, seria meu primeiro dia completo em São Paulo e o segundo passo na minha jornada, acompanhando de pertinho o Kinoforum – Festival Internacional de Curtas-metragens.
Como bom carioca, calcei meu chinelo (que, na nossa pronúncia, sai com ‘x’), coloquei um short e fui tomar café da manhã no hotel em que estou hospedado. Chegando à área reservada para a refeição matinal, por volta das 7 da manhã, lembro rapidamente que estou em São Paulo; pessoas e mais pessoas muito arrumadas, com seus laptops, naquela pressa de comer alguma coisa correndo e ir ao trabalho ou para algum compromisso importante.
Sempre me intrigou como a vida nesta cidade é bastante corrida, e sempre observo como as pessoas vão lidando com isso. Lembro-me uma vez que quase fui atropelado por um mar de gente em uma estação de metrô e de outra vez, na Avenida Paulista. É preciso estar atento nesta cidade, senão você é engolido pelo capitalismo, que se expressa em cada movimento.
Voltando ao meu início de dia, arrumei uma mesa com quatro lugares, onde uma das cadeiras virou um coringa que circulava entre as outras mesas. Abri meu tablet e escrevi o texto sobre meu primeiro dia no Kinoforum , que você pode ler aqui .
Após me deliciar com ótimas opções para minha primeira refeição do dia, resolvi dar uma voltinha e, novamente, observar. Como estou perto de um dos lugares mais famosos do Brasil, a Avenida Paulista, não pensei duas vezes. São fascinantes aqueles prédios altos e a quantidade de pessoas pra lá e pra cá. Eu ali, ainda de chinelos, observei e fui observado, rs. Acho que notaram rapidamente que eu era carioca.
Preparado para o meu dia, que seria uma jornada de duas sessões no cinema que mais gosto em São Paulo, o CineSesc, depois de ficar horas trabalhando e quase esquecer de almoçar, parti para a rua Augusta, num calor que parecia o do Rio de Janeiro, para me encontrar com as obras que compunham alguns dos variados programas do Kinoforum .
Aqui, tenho que fazer uma observação. Dois dos filmes que assisti fazem parte do júri que estou, um em cada grupo de curtas que vi, então, não irei desenvolver sobre essas obras.
No primeiro set, tinham os filmes: Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwis?, de Gustavo Caboco Wapixana; A Pele do Ouro , de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo; Dança dos Vagalumes , de Maikon Nery; Gastronomia do Olho, de Nicolau; e Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique.
Nesta sessão, me encontrei novamente com o ótimo A Pele do Ouro , filme que tinha visto no Festival Cinemato deste ano. Me impactou novamente. Este projeto nos apresenta a história da imigrante venezuelana Patri, uma jovem que fugiu de sua terra natal e veio para o Brasil em busca de alguma chance. Aqui, encarou outras dificuldades, muitas vezes sentindo-se incapaz de enxergar a luz do fim do túnel que caminhava. Navegando pela angústia de algumas memórias e causando uma comoção profunda, somos surpreendidos por um documentário dilacerante que expõe as marcas da violência contra a mulher.
Dança dos Vagalumes foi uma primeiras obras que mais chamou a minha atenção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cinepop.com.br — o conteúdo pertence a CinePOP.