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Nem todo HPV é igual: entenda por que identificar o tipo do vírus pode fazer diferença no tratamento

O Antagonista ·
Nem todo HPV é igual: entenda por que identificar o tipo do vírus pode fazer diferença no tratamento

Especialistas explicam como testes moleculares funcionam e reforçam o papel da vacina na prevenção

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Receber um resultado positivo para HPV pode gerar preocupação, mas não significa um diagnóstico de câncer. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 200 tipos do vírus e eles não apresentam o mesmo risco. Alguns são considerados de baixo risco, enquanto outros são classificados como de alto risco ou oncogênicos, por estarem associados ao desenvolvimento de cânceres, entre eles o do colo do útero.

O tema ganha atenção durante o Setembro em Flor, campanha de conscientização sobre os cânceres ginecológicos. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 19.310 novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028. A infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV está fortemente associada à doença.

Uma das formas de identificar esses vírus é o teste molecular de DNA-HPV. Diferentemente de exames que procuram alterações nas células, ele pesquisa o material genético do próprio vírus. A coleta pode ser feita por um profissional de saúde, com material retirado do colo do útero. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, atualizadas em 2025, também admitem a autocoleta de uma amostra vaginal pela própria mulher, desde que sejam seguidas as orientações do serviço de saúde. Essa opção pode facilitar o acesso ao exame, principalmente para quem tem dificuldade de realizar a coleta tradicional.

De acordo com a Dra. Fernanda Soardi, consultora em genética e genômica do Lustosa, marca da Dasa em Minas Gerais, o teste pode trazer informações sobre o HPV encontrado. “O DNA-HPV pesquisa diretamente o material genético dos tipos associados a maior risco de desenvolvimento de câncer, HPV 16 e 18. Dependendo do exame, também é possível realizar a genotipagem, ou seja, identificar qual tipo do vírus está presente na amostra (podem ser identificados mais de um tipo de HPV na mesma amostra), que merecem atenção especial por sua forte associação com o câncer. Essa informação ajuda o médico a definir os próximos passos da investigação e do eventual tratamento”.

O Papanicolau também tem papel importante no rastreamento do câncer, mas os dois exames fornecem informações diferentes. Enquanto o DNA-HPV identifica a presença de tipos do vírus associados a maior risco, o Papanicolau analisa as células do colo do útero em busca de alterações. Com as novas diretrizes brasileiras de rastreamento, o DNA-HPV passa a ser adotado como exame primário onde a tecnologia já esteja disponível. Dependendo do resultado, o Papanicolau pode ser utilizado como etapa complementar da investigação.

Nos locais onde o teste molecular ainda não foi implantado, ele continua sendo utilizado no rastreamento. “Mesmo quando um HPV de alto risco é identificado, isso não quer dizer que a pessoa desenvolverá câncer. As infecções podem ser transitórias. O acompanhamento é importante principalmente quando o vírus permanece no organismo”, afirma a Dra.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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