Sem “taxa das blusinhas”, compras internacionais sobem 74% em agosto
As compras internacionais feitas por meio de pequenas encomendas cresceram 74% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025.
Foram registradas 26,5 milhões de declarações de importação, ante 15,2 milhões 1 ano antes.
Em valores, as compras passaram de US$ 294 milhões em agosto de 2025 para US$ 526 milhões no mesmo mês deste ano, alta de 79%.
Os dados são da Receita Federal e foram compilados pela Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), que atribui parte do avanço ao fim da chamada “taxa das blusinhas” e defende a revisão das regras para compras internacionais de pequeno valor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou em 12 de maio de 2026 o Imposto de Importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50.
A medida foi adotada por MP (Medida Provisória) como parte da estratégia eleitoral do petista para tentar um 4º mandato.
A regra entrou em vigor imediatamente.
A cobrança havia sido instituída em 2024.
Apesar do fim do imposto federal, as compras internacionais de até US$ 50 continuam sujeitas ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cuja alíquota é definida pelos Estados e pelo Distrito Federal.
A MP precisava ser aprovada pelo Congresso para não perder a validade.
Câmara e Senado deram aval ao texto em 3 de setembro .
Lula sancionou a medida em 10 de setembro, transformando-a na lei 15.502 de 2026.
A legislação também autoriza a redução de 60% para 30% do Imposto de Importação sobre compras de US$ 50 a US$ 3.000 e estabelece mecanismos para combater fraudes e o fracionamento artificial de encomendas.
INDÚSTRIA CONTESTA A Abit se opõe à isenção.
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