Podemos usar outras ervas amargas na produção de cerveja em vez de lúpulo?
Sim.
O lúpulo nem sempre foi obrigatório na cerveja.
A bebida fermentada surgiu 13 mil anos atrás, e o lúpulo só se popularizou há mil anos.
Na Idade Média, por exemplo, as cervejeiras usavam uma mistura de ervas chamada gruit para dar amargor à bebida.
A mistura podia incluir artemísia, zimbro , erva-de-são-joão e outras ervas que agradassem o consumidor.
Cada fabricante tinha sua receita.
A curiosa origem do Moscow Mule (que não é russo) A mudança do gruit para o lúpulo começou por volta do século 11, quando se descobriu que a cerveja feita com lúpulo durava mais tempo, podendo ser comercializada e transportada para locais mais distantes.
Era resultado das propriedades antibacterianas do lúpulo.
Continua após a publicidade O lúpulo desempenha diferentes funções na cerveja.
Uma delas é dar o amargor característico da bebida por meio dos α-ácidos, compostos químicos encontrados nas glândulas de resina das flores de lúpulo.
Quando fervidos no processo de fabricação da cerveja, esses ácidos passam por uma reação química chamada isomerização .
Eles se tornam iso-α-ácidos, que conferem amargor e ação antimicrobiana à bebida.
O famoso IBU ( International Bitterness Units ), que mede o amargor da cerveja, é calculado com base nos iso-α-ácidos.
Continua após a publicidade Um estudo feito pela Unesp em 2018 avaliou o uso de cinco plantas amargas (e brasileiras) na fabricação de cerveja: carqueja, quina, pau-tenente, guatambu e alcachofra.
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