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Zelensky pede R$ 400 bilhões à União Europeia em meio a tensões com Trump

G1 Mundo ·
Zelensky pede R$ 400 bilhões à União Europeia em meio a tensões com Trump

Os líderes europeus expressaram apoio nesta sexta-feira (16) ao presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, em um momento de grande tensão entre Kiev e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diante da preocupação de que Washington se aproxime cada vez mais das posições da Rússia.

As relações entre Ucrânia e Estados Unidos ficaram ainda mais tensas desde a semana passada, quando Trump flexibilizou as sanções contra a Rússia em troca do fornecimento, por parte de Moscou, de grandes quantidades de diesel aos mercados mundiais e ao mercado americano.

Zelensky chamou o acordo de "indigno" e afirmou que servirá apenas para encorajar a Rússia a prosseguir com a guerra contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

Vários aliados europeus de Kiev também criticaram o acordo, que pretende aliviar os preços dos combustíveis nos Estados Unidos a poucas semanas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

A situação se agravou depois que Zelensky ordenou a retomada dos ataques ucranianos contra refinarias russas, ignorando as exigências de Washington.

A crise tem outro ponto de tensão: as interrupções de um sistema de satélites fornecido pelos Estados Unidos, que dificultaram a capacidade de resposta das Forças Armadas ucranianas aos bombardeios russos.

"Não é o momento de retirar nosso apoio à Ucrânia.

Não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia", declarou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ao receber Zelensky em Bruxelas para uma reunião de cúpula da União Europeia.

O mandatário ucraniano agradeceu o apoio daqueles que chamou de "verdadeiros líderes" europeus e afirmou que não há sinais de que Moscou esteja disposto "a acabar com esta guerra".

Por sua vez, o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, advertiu que "a situação na Ucrânia é atualmente muito grave", devido aos vários ataques russos e ao agravamento da relação com os Estados Unidos.

"É fundamental que hoje, como Europa, demonstremos nosso apoio incondicional à Ucrânia e examinemos que medidas adicionais podemos adotar", afirmou. - Um sistema indispensável de satélites - Zelensky precisa administrar uma relação de altos e baixos com Trump desde que o imprevisível presidente americano voltou ao poder, em janeiro do ano passado, com a promessa de reduzir o apoio de Washington a Kiev.

Na quinta-feira, Trump considerou "uma vergonha" que a Ucrânia retomasse os ataques contra refinarias russas e afirmou que Kiev estava contribuindo para o aumento dos preços mundiais da energia.

"Acho que considero mais difícil lidar com Zelensky do que com Putin", declarou o presidente americano em uma entrevista ao canal Newsmax.

Por sua vez, o Kremlin acusou a Ucrânia de dificultar os "intensos esforços" de paz dos Estados Unidos ao retomar os ataques contra as refinarias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.

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