Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho?
Após um acidente, o entregador Silvio Luiz Pinheiro pensou em desistir da profissão.
Quando entrou na central para devolver uma bicicleta alugada, ele ainda estava machucado.
O ombro doía, o braço quase não acompanhava os movimentos.
Pouco antes, na Avenida Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, o freio dianteiro da bicicleta elétrica havia travado de repente.
Ele precisou desviar de pedestres que estavam no meio da ciclovia.
Com areia perto da pista, a bicicleta perdeu a estabilidade, e ele caiu.
"Para não machucar o rosto, eu coloquei o braço esquerdo na frente, um reflexo natural que a gente tem", conta.
Ele levou a bicicleta alugada até o balcão da central de locação, em Pinheiros, também na Zona Oeste da capital paulista, explicou que estava devolvendo o equipamento porque havia sofrido um acidente e esperou alguma reação.
Os funcionários fizeram os procedimentos necessários, confirmaram a devolução e encerraram o atendimento.
A preocupação parecia ser apenas uma: registrar que a bicicleta havia voltado, diz ele.
Este foi o momento em que Silvio quase desistiu da profissão.
"Foi uma coisa muito fria", lembra.
"A preocupação deles é você devolver a bicicleta, pagar e não gerar muita preocupação para o aplicativo." O resultado foi a clavícula e o cotovelo machucados, e uma recuperação mais lenta do que imaginava.
"Eu achava que era uma lesão leve.
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