Bitcoin opera em alta com incertezas nos EUA e sinais regulatórios no radar
O Bitcoin operou em alta nesta segunda-feira (24) seguindo o ímpeto que fez com que a criptomoeda subisse mais de 22% na última semana.
O ativo conta com as incertezas envolvendo a economia americana, que passam pelo avanço da dívida pública às intervenções de Departamento do Tesouro, e aos sinais regulatórios.
Nesta semana, a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tende a ser outro catalisador para os preços.
Por volta das 16 horas (em Brasília), o Bitcoin operava em alta de 2,14%, a US$ 78.974,00, enquanto o Ethereum tinha alta de 1,02%, a US$ 2.473,02, de acordo com a plataforma Binance.
Leia Mais Ouro sobe ao maior valor desde maio com tensão no Oriente Médio Petróleo cai apesar de novas sanções dos EUA ao Irã e baixo fluxo em Ormuz Bolsas da Europa fecham sem rumo único com petróleo em baixa Após sua melhor semana em mais de dois anos, a recuperação do bitcoin enfrenta riscos, afirma Linh Tran, da XS.com.
Um alívio temporário na pressão sobre os rendimentos dos títulos, a fraqueza recente do dólar e a expectativa de condições financeiras menos restritivas impulsionaram o apetite ao risco e estimularam fluxos de capital para o Bitcoin.
Isso sugere que a alta é sustentada por uma demanda de compra genuína, embora o movimento de US$ 70.000 para quase US$ 80.000 ainda contenha certo grau de impulso de fatores técnicos.
Os próximos passos dependerão da sustentação dos fluxos de entrada nos ETFs, do comportamento dos rendimentos dos Treasuries e das sinalizações vindas do Simpósio de Jackson Hole.
Se o dólar continuar a se desvalorizar e os rendimentos de longo prazo não subirem, o bitcoin poderá testar novamente a marca de US$ 80.000.
“Na última semana, os produtos de ETF registraram US$ 1,92 bilhão em entradas líquidas, o maior valor desde outubro do ano passado e a melhor semana de 2026.
Esse fluxo foi essencial para acelerar o rompimento técnico e mostrar que a alta não veio apenas de investidores especulativos.
Houve entrada relevante de capital institucional”, afirma Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin.
A Strategy, a maior detentora corporativa de bitcoin, optou por não comprar mais a criptomoeda na semana passada, segundo um documento protocolado hoje.
No entanto, a empresa manteve uma postura proativa: vendeu US$ 2 bilhões em ações ordinárias e imediatamente aplicou os recursos obtidos.
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