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Professores de escolas particulares mantêm greve em BH

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Professores de escolas particulares mantêm greve em BH

Belo Horizonte — Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região decidiram manter a greve por tempo indeterminado .

A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta sexta-feira (18/9), que reuniu mais de 700 professores de dezenas de instituições de ensino.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), os docentes voltaram a rejeitar a proposta do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-MG) de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre educação básica e ensino superior a partir de 2027 .

Atualmente, a CCT abrange todos os níveis de ensino.

A paralisação começou nessa quarta (16/9).

A Convenção Coletiva é o acordo que estabelece direitos da categoria, como salários e benefícios.

Atualmente, um único documento reúne as regras para os professores das diferentes etapas de ensino.

Os professores defendem a renovação da atual Convenção sem alterações e um reajuste salarial de 3,77%, correspondente à inflação medida pelo Í ndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Leia também Minas Gerais Greve: professores de BH denunciam intimidação e Sinpro aciona o MPT Minas Gerais Professores de escolas particulares de BH entram em greve Minas Gerais Professores de escolas particulares de BH param aulas na quarta (16) Uma nova assembleia foi marcada para terça-feira (22/9), às 9h30, quando a categoria vai avaliar novamente a continuidade da greve.

Antes disso, uma audiência de mediação está marcada para segunda-feira (21/9), às 14h30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) , para discutir o impasse.

Durante a audiência, os professores pretendem realizar um ato em frente ao Tribunal.

Os representantes das escolas afirmam que só fecham um acordo da campanha salarial caso os professores aceitem dividir a Convenção Coletiva.

Já os professores argumentam que a separação pode enfraquecer a negociação conjunta da categoria e colocar em risco direitos já conquistados , como bolsas de estudo e a isonomia salarial — princípio que garante salários iguais para profissionais que exercem as mesmas funções nas mesmas condições.

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