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Crédito facilitado ainda impulsiona viagens, diz FecomercioSP

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Crédito facilitado ainda impulsiona viagens, diz FecomercioSP

O turismo brasileiro registrou um faturamento de R$ 143,1 bilhões no primeiro semestre deste ano, o maior resultado para o período em 15 anos.

Os dados são de um novo levantamento da FecomercioSP , que revelam um desempenho expressivo do setor mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Em entrevista ao CNN Money, Guilherme Dietze, do Conselho de Turismo da FecomercioSP, destacou que o acesso facilitado ao crédito segue como um dos principais impulsionadores das viagens dos brasileiros.

Leia Mais Brasil é 4º país onde o turismo mais cresceu entre 2019 e 2025, aponta OCDE Turismo na América Central e do Sul deve superar média global em 2026 País reverte perda e tem maior entrada de dólares no 1º semestre em 8 anos “O crédito ainda facilitado faz com que as famílias ainda programem as suas férias, as suas viagens ao longo do segundo semestre”, afirmou.

Crédito parcelado como motor do turismo Dietze apontou que dados do Banco Central mostram que a concessão no cartão de crédito parcelado — modalidade considerada extremamente influenciadora nas viagens dos brasileiros — cresce a um ritmo superior a 10%.

Segundo ele, mesmo em um ambiente de juros elevados, o crédito disponível tem sustentado o planejamento de férias pelas famílias.

“Você se programa e mesmo com esse cenário de juros elevados, o crédito está bastante disponível e isso tem facilitado esse desempenho do turismo nacional”, disse.

O crescimento, no entanto, foi mais intenso no primeiro trimestre do ano.

No segundo trimestre, a variação foi mais modesta, com queda no número de passageiros em junho em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Já em julho, os dados voltaram a ser positivos , com alta de 3% no indicador RPK (passageiro por quilômetro transportado) e de 2% no número absoluto de passageiros.

Perspectivas para o segundo semestre Para o restante do ano, Dietze projetou um crescimento menor, porém ainda positivo.

“Devemos fechar o ano em torno de 4% em relação ao passado, também atingindo o recorde histórico”, afirmou.

Ele reconheceu que desafios como juros e inadimplência limitam uma expansão mais robusta, mas descartou uma tendência negativa para o setor.

Sobre o impacto do câmbio, Dietze avaliou que a relativa estabilidade do dólar — em torno de R$ 5,10 a R$ 5,20 — não representa uma preocupação significativa para o turismo internacional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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