Luciano Huck, Luiza Trajano e outras personalidades cobram apuração no STF
Um grupo de 157 cidadãos, entre empresários, economistas, juristas e representantes da sociedade civil, lançou nesta quarta-feira (9/9) o manifesto "Pela Lei e pelo Brasil".
Entre os signatários estão o apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega.
O documento surge em meio à crise institucional que, segundo os autores, passou a envolver diferentes instâncias dos Poderes da República.
A principal cobrança é pela investigação independente e completa dos fatos que vieram a público, especialmente aqueles relacionados ao caso Banco Master .
Para os signatários, a sucessão de episódios recentes não pode ser analisada como acontecimentos isolados.
Eles defendem que o cenário revela problemas mais amplos no funcionamento dos mecanismos de controle das próprias instituições.
Leia também: OAB/DF aprova pedidos de impeachment e investigação de ministros do STF “As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado.
São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, diz o manifesto.
Caso Master motiva alerta O manifesto dá destaque às suspeitas relacionadas à investigação do caso Master e afirma que os acontecimentos já divulgados passaram a comprometer a confiança da população no sistema de Justiça.
O texto cita possíveis relações entre autoridades e interesses privados e questiona a possibilidade de decisões de órgãos públicos serem influenciadas por proximidade pessoal ou interesses particulares.
"O que já se tornou púiblico em relação à investigação do caso Master indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça.
Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou posam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo.
É a garantia de que a lei vale igualmente para todos", afirma o documento.
Os autores afirmam que a preocupação não se limita ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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