Caso Isabelle Caracristi: MP pede arquivamento de investigação contra namorado por indução ao suicídio Foto: Reprodução/Record; Instagram
O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu o arquivamento da investigação da morte de Isabelle Caracristi quantos aos crimes de feminicídio e de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
A solicitação realizada nesta quarta-feira (14) defende que não haja uma denúncia criminal neste momento, e corrobora o inquérito, que não indiciou João Munhoz Neto por esses crimes.
A investigação policial foi concluída no dia 30 de setembro, com 17 laudos periciais.
A Polícia Civil concluiu que o falecimento foi resultado de uma precipitação voluntária da estudante, de 22 anos.
João, então namorado de Isabelle, foi indiciado por violência psicológica e fraude processual, por obstrução à Justiça, mas não por indução ao suicídio. [jms-related-posts ids="1299449,1298501"] De acordo com o portal g1, que teve acesso aos documentos, o MPCE apontou que, conforme provas colhidas pelos investigadores, " não foram produzidos elementos probatórios que evidenciam a existência de dolo de matar ou de assunção consciente do risco de produzir o resultado morte por parte do investigado ".
" A rigor, os fatos narrados não constituem crimes dolosos contra a vida, restando a análise do crime de violência psicológica ", apontou o Ministério Público.
O MPCE reforçou que não existe " prova testemunhal, documental, pericial ou material " que demonstre que o namorado da jovem " tenha, de forma deliberada, consciente ou simulada, concebido, executado ou participado de qualquer plano destinado a induzir, instigar ou auxiliar a vítima na prática do ato suicida ". [caption id="attachment_1296266" align="aligncenter" width="617"] A Polícia Civil do Ceará concluiu que o falecimento foi resultado de uma precipitação voluntária da estudante, de 22 anos. (Foto: Reprodução/Instagram)[/caption] A solicitação será analisada pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.
Caso seja aceito, o pedido não significa o arquivamento dos outros crimes pelos quais João foi indiciado, ou seja, violência doméstica e fraude processual.
Como já houve o indiciamento dele por estes crimes, o MPCE agora analisará o inquérito policial.
Caso concorde com a conclusão da Polícia Civil, o Ministério Público poderá denunciá-lo por estes delitos.
Ele passará a ser réu se a Justiça do estado aceitar a denúncia.
Em nota ao g1, a defesa de João, representada pelos advogados Lígia Peixe e Ravi Ramier, negou que ele tenha tentado obstruir a investigação, tendo até disponibilizado seu telefone para perícia.
Para a dupla, a denúncia por violência psicológica contra João é um "completo absurdo".
" Nosso cliente sempre tratou Isabelle com carinho e afeto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em hugogloss.uol.com.br — o conteúdo pertence a Hugo Gloss.