Caiado é aplaudido por empresários em SP, pede apoio nas redes e doações
O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) se reuniu na noite desta quinta-feira, 13, com empresários do mercado financeiro, do agronegócio, da mineração e da indústria na sede do Iate Clube de Santos, localizada em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo.
Em seu discurso, ele pediu que os empresários o ajudem e façam publicações nas redes sociais em apoio a ele. "Cada postagem que vocês fazem aí é uma revolução enorme. 'Acredito nesse cara, esse cara é bom, pode botar fé'. Se continuar esse governo, vocês sabem onde é que esse Brasil vai caminhar. É pro calote da dívida pública, é pro confisco", disse ele.
Ao fim do encontro foram entregues aos empresários envelopes para quem quisesse contribuir com doações à campanha de Caiado. Cada um dos envelopes possuía cinco boletos de R$ 20 mil.
O encontro, com cerca de 200 pessoas, foi organizado pelo vice na chapa, Gilberto Kassab (PSD), e pelo ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD), em meio ao diagnóstico da campanha que o empresariado, de forma geral, está desanimado com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e à procura de uma candidatura alternativa.
Entre os presentes, estavam o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi; o pecuarista Jovelino Mineiro; Shiro Nishimura, acionista do grupo Jacto, fabricante de máquinas agrícolas; a socialite Narcisa Tamborindeguy; e Regina Esteves, presidente da Comunitas.
Kassab foi aplaudido ao dizer que Caiado não é a terceira via, mas sim "a alternativa" a Flávio e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seu discurso, o candidato do PSD comparou a atual situação econômica com a do governo de Dilma Rousseff em 2015 - quando a petista promoveu um ajuste fiscal mesmo falando o oposto durante a campanha - e disse que apresentará todas as reformas em 5 de janeiro, primeiro dia de seu eventual governo.
Ele afirmou que pretende realizar reformas administrativa e política, com a implantação do voto distrital misto, e retomar a reforma trabalhista. Segundo o ex-governador, as regras trabalhistas aprovadas na gestão de Michel Temer (MDB) foram "mutiladas" por decisões de tribunais superiores.
Caiado foi aplaudido em diversos momentos, entre eles quando disse que o PT é conivente com o narcotráfico, que vai colocar um freio nos "covardezinhos" que praticam feminicídio e que um País que tem Lula e Fernando Haddad (PT) não precisa de inteligência artificial.
Ele também voltou a chamar Lula e Flávio de "fujões", por não participarem de debates e sabatinas, e chegou a sugerir a aprovação de uma lei para quem não comparecer a estes eventos ter o registro da candidatura negado.
Entre os políticos, compareceram os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Aldo Rebelo, que contribuem com o plano de governo de Caiado, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva (PSD), o ex-ministro do STF, Nelson Jobim, e o deputado federal Pedro Lupion.
Ao abrir o evento, Matarazzo enfatizou a importância do currículo dos candidatos. "O pessoal põe diploma que não tem", disse. Depois, listou as formações acadêmicas de Caiado e Kassab.
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