Guiana apura possíveis subornos a policiais para facilitar entrada de cubanos no Brasil
Ponte sobre o rio Tacutu, na fronteira entre Brasil e Guiana (Foto: Divulgação) A Polícia da Guiana (GPF) confirmou ter aberto uma investigação sobre possíveis subornos de cubanos para policiais e agentes de imigração, situados em Lethem, na fronteira com o Brasil, com o intuito de facilitar a entrada dos estrangeiros em solo brasileiro.
A corporação tomou a decisão após uma notícia publicada pelo site guianense Big Smith News Watch.
O comissário de polícia, Clifton Hicken, declarou que “a corrupção e a má conduta não têm lugar na Polícia da Guiana e que nenhum membro da corporação será protegido quando houver provas de irregularidades”.
“Qualquer membro da Força que tenha agido ilegalmente ou violado os regulamentos estabelecidos será tratado com dignidade, de acordo com a lei e os procedimentos disciplinares vigentes”, disse a GPF, em nota.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ademais, a polícia orientou que pessoas que saibam sobre o assunto e possuem provas relevantes para estas alegações disponibilizem ao Gabinete de Responsabilidade Profissional para auxiliar na investigação.
Crise migratória Em 2025, os cubanos ultrapassaram os venezuelanos no número de pedidos de refúgio protocolados no Brasil ao atingirem cerca de 41,9 mil solicitações, mais da metade de todos os processos no País.
Nos primeiros sete meses de 2026, a tendência de alta se manteve, somando cerca de 35 mil novos pedidos apresentados.
O movimento ocorre em meio à severa crise econômica em Cuba, decorrente dos últimos embargos estadunidenses.
Neste mesmo contexto, em junho, em Roraima, estado brasileiro da fronteira com a Guiana, uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) contra a imigração ilegal resgatou 108 cubanos e prendeu cinco suspeitos de serem “coiotes”, que cobram por auxiliar nas travessias clandestinas.
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