Filha raspa o cabelo em apoio ao tratamento de câncer da mãe
Uma mulher de 45 anos viu sua vida mudar de forma rápida quando um autoexame revelou a presença de um câncer agressivo na mama .
Para superar o medo e a angústia inicial do diagnóstico , Cris Carvalho encontrou na atitude corajosa de sua filha, que raspou o cabelo em solidariedade à ela, o suporte para seguir com o processo de cura .
Leia também Distrito Federal Pacientes com câncer podem ganhar perucas de graça no Hospital de Base Saúde Homem descobre câncer raro após dias com o olho lacrimejando Vida & Estilo Passeio entre pai e filha vira clube semanal com dezenas de famílias O diagnóstico de carcinoma de mama do tipo triplo negativo exigiu um planejamento rigoroso, envolvendo cinco meses de quimioterapia e imunoterapia.
Como esse tipo de câncer pode ter relação com alterações hereditárias, principalmente em mulheres jovens, Cris também iniciou uma investigação genética para compreender melhor o quadro e a extensão da doença.
“É importante viver um dia de cada vez e tentar não permitir que o tratamento ocupe toda a vida”, compartilhou Cris Além do impacto clínico, o maior medo da paciente era a perda de sua identidade.
Após anos sofrendo imposições estéticas para alisar e descolorir o cabelo, ela havia se libertado recentemente ao assumir os cabelos naturais e grisalhos, o que tornou a queda provocada pela quimioterapia a etapa mais assustadora do processo .
Leia também Distrito Federal Pacientes com câncer podem ganhar perucas de graça no Hospital de Base Saúde Homem descobre câncer raro após dias com o olho lacrimejando Vida & Estilo Passeio entre pai e filha vira clube semanal com dezenas de famílias Entenda Descobrir o nódulo cedo, como ocorreu no autoexame de Cris, é decisivo contra o câncer, mas exige que o sistema de saúde ofereça exames rápidos para todas as mulheres.
A queda dos fios não é apenas uma vaidade.
Para as mulheres em tratamento contra o câncer, o cabelo carrega a identidade e a autoestima, tornando essa etapa uma das mais dolorosas.
Gestos solidários vindos da família, como o da filha Maria Eduarda, que também raspou a cabeça, ajudam a ressignificar a dor e trazem leveza para quem enfrenta o câncer.
O amparo de amigos e parentes vai além do consolo emocional.
É essa rede que permite à paciente de câncer continuar ativa, trabalhando e mantendo a sua rotina o mais normal possível.
Cris e Maria antes de cortarem o cabelo O impacto do câncer e o gesto inesperado da filha A decisão de raspar a cabeça ocorreu após a quarta sessão de quimioterapia.
Em casa, Cris combinou que a filha mais velha, Maria Eduarda, passaria a maquininha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.