Investigação contra Moraes depende de autorização do STF; entenda
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirmou em despacho nesta terça-feira (1º) que considera incluir o colega Alexandre de Moraes como investigado no Caso Master.
Para isso, será necessária autorização do próprio Supremo Tribunal Federal.
A decisão ocorre após a revelação, em relatório da PF (Polícia Federal), de trocas de mensagens e de ao menos seis encontros entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com a Constituição Federal, cabe ao STF julgar, nas infrações penais comuns, “o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República”.
Em casos de crime de responsabilidade, a atribuição para julgar ministros do Supremo é do Senado Federal.
A princípio, porém, esse não seria o caso envolvendo Moraes.
Leia Mais Lula diz defender "pessoalmente" fim das bets e sugere "decisão drástica" "Lei não pergunta cargo", diz Cury após revelações Moraes-Vorcaro "Tem que perguntar pra produtora", diz Flávio sobre valores a "Dark Horse" Conforme destacado por Mendonça, o Regimento Interno do STF estabelece que o Plenário tem competência exclusiva para processar e julgar os próprios ministros em crimes comuns.
A advogada constitucionalista Wanessa Serpa explica que o caso segue um rito específico.
Segundo ela, cabe à PGR (Procuradoria-Geral da República) avaliar os elementos apresentados e pedir, se entender cabível, a abertura de um inquérito, que depende de autorização do próprio STF.
“Tudo começa na Procuradoria-Geral da República.
Só o procurador-geral tem legitimidade para dar seguimento a esse tipo de apuração, avaliando se os elementos apresentados justificam pedir a abertura de um inquérito.
Essa abertura não é automática.
Depende de autorização do próprio Tribunal”, disse à CNN Brasil.
No caso Master, porém, a PGR já se manifestou nos autos e pediu a nulidade de atos da apuração.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.