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Análise: El Niño influencia temporada de furacões nos EUA

CNN Brasil ·
Análise: El Niño influencia temporada de furacões nos EUA

O El Niño exerce uma influência direta sobre a temporada de furacões nos Estados Unidos , mas de forma diferente do que se poderia imaginar.

Em vez de intensificar as tempestades no Oceano Atlântico, o fenômeno provoca uma redução na frequência e na intensidade dos furacões nessa região, ao mesmo tempo em que aumenta significativamente a atividade no Oceano Pacífico.

A avaliação é do analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, ao CNN Novo Dia .

Ele contextualizou os eventos climáticos recentes, incluindo um ciclone intenso que atingiu os Estados Unidos — deixando quatro mortos, rastros de destruição e cidades sem energia elétrica — e um furacão registrado na costa do Pacífico mexicano.

Como o El Niño afeta os ventos e a formação de furacões Segundo Pedro Côrtes, a lógica por trás do comportamento do El Niño no Atlântico está relacionada a uma mudança no regime dos ventos equatoriais.

“No Atlântico há uma redução do nível de intensidade e também da frequência dos furacões”, explicou.

Essa desorganização dos ventos impede a criação das condições ideais para a formação de ciclones tropicais intensos na região.

O ciclone que atingiu os EUA, por exemplo, não chegou a ser classificado como furacão.

Leia mais Açúcar sobe em Nova York com preocupações sobre efeitos do El Niño El Niño forte deve pressionar inflação até fevereiro, diz economista Análise: Super “Super El Niño” testa economia em 2027 Já no Oceano Pacífico, o cenário é oposto.

Com as águas mais aquecidas nessa bacia oceânica, há uma tendência maior de formação de tufões e furacões .

“Há uma concentração muito maior dos fenômenos no Oceano Pacífico, porque ele está mais quente”, afirmou Côrtes.

O analista comparou essa dinâmica a uma balança: enquanto a atividade diminui no Atlântico, ela cresce no Pacífico.

El Niño de intensidade histórica Pedro Côrtes alertou para a magnitude excepcional do El Niño atual.

O fenômeno é classificado como forte quando a temperatura média no Oceano Pacífico Equatorial ultrapassa 2°C acima do normal .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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