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Ibovespa recua mais de 1%, com eleição em foco; dólar sobe a R$ 5,02

Por Redação 5News · · com informações de InfoMoney
Ibovespa recua mais de 1%, com eleição em foco; dólar sobe a R$ 5,02

Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula em nova pesquisa; varejo recupera fôlego e dólar cai

Uma nova sondagem divulgada nesta terça-feira aponta Flávio Bolsonaro em vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno da eleição presidencial, num movimento que representa alteração significativa no cenário político. Simultaneamente, o mercado financeiro observa sinais de recuperação no varejo nacional e movimentação nos indicadores cambiais que reforçam dinâmicas divergentes na economia brasileira neste momento.

A Pesquisa e o Cenário Eleitoral

A 17ª rodada do levantamento conduzido pelo BTG/Nexus revelou que o senador Flávio Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal, agora concentra 48% das respostas quando questionados sobre a intenção de voto para um possível segundo turno presidencial. O resultado marca uma mudança perceptível em relação à rodada anterior, quando o político havia registrado 44% nas preferências dos entrevistados. O presidente Lula, por sua vez, aparece com 45% das intenções de voto no levantamento atual, uma redução relativamente pequena quando comparada aos 46% que obtinha na medição anterior.

Esta pesquisa apresenta uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais para ambas as direções, o que significa que os resultados podem sofrer oscilações dentro desse intervalo. Na sondagem que precedeu este resultado, os dois candidatos encontravam-se em situação considerada como empate técnico, não permitindo a definição clara de um favorito. Agora, a diferença, embora ainda modesta, aponta para uma reconfiguração das preferências eleitorais.

Um dado relevante observado no levantamento diz respeito à redução do contingente de eleitores que ainda não definiram seu voto. O percentual daqueles que se declaram indecisos ou que indicam pretensão em votar em branco ou anular o voto caiu significativamente para 5% nesta rodada, partindo de 8% na pesquisa anterior. Esta queda sugere um processo de cristalização das escolhas eleitorais conforme a campanha avança rumo ao segundo turno.

Vale mencionar que na primeira volta eleitoral, Flávio Bolsonaro conquistou 47,03% dos votos considerados válidos, enquanto o presidente Lula recebeu 45,16% dos sufágios naquela ocasião. O levantamento que originou estes dados atuais foi conduzido junto a 2.002 pessoas, coletando respostas distribuídas entre os dias 10 e 12 de outubro.

O Comportamento do Varejo e a Dinâmica de Consumo

Os números relacionados às atividades comerciais do Brasil apresentaram desempenho positivo quando avaliados o terceiro trimestre do ano. Segundo informações divulgadas pela Stone, empresa atuante no setor de meios de pagamento e serviços bancários digitais, o comércio registrou expansão de 6,3% quando se realiza a comparação com o período equivalente do ano anterior.

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o Índice do Varejo Stone, frequentemente identificado pela sigla IVS, apontou para um crescimento de 1,6% na comparação entre o segundo e o terceiro trimestres do ano. Especificamente no mês de setembro, as vendas do setor apresentaram contração de 0,3% quando avaliadas frente a agosto, mas evidenciaram crescimento expressivo de 5,4% quando cotejadas com setembro do ano anterior.

A empresa acompanha oito segmentos distintos dentro do setor varejista, e a análise dos números deste período indica que cinco destes segmentos obtiveram resultado positivo quando comparado o mesmo mês do ano anterior. O destaque entre os segmentos monitorados foi registrado no setor de combustíveis e lubrificantes, que apresentou crescimento de 13,4% nesta mesma comparação anual.

Para o acumulado dos nove primeiros meses do ano, o comércio nacional conseguiu registrar um crescimento de 4,7% em relação ao período equivalente de 2025. Guilherme Freitas, identificado como economista e pesquisador da Stone, forneceu análise sobre estes resultados em comunicado dirigido à imprensa. Segundo suas observações, a principal conclusão que se extrai destes dados é que a renda permanece como fator fundamental para sustentar as atividades de consumo, particularmente nos setores mais diretamente associados às necessidades de consumo cotidiano. Ao mesmo tempo, as condições para obtenção de crédito continuam a representar uma limitação para aqueles segmentos do varejo que dependem em maior medida de operações de financiamento.

Os Indicadores Financeiros e o Comportamento das Taxas

Os contratos de taxa média de depósitos interfinanceiros, conhecidos pelo nome DI, registraram movimentos de queda generalizada ao longo de toda a curva de rentabilidade no fechamento anterior ao dia em análise. As variações foram observadas em todos os vencimentos monitorados, refletindo uma tendência de redução nas expectativas de juros futuros no mercado.

Entre os principais vencimentos, a taxa DI com vencimento em 2027 encerrou em 13,439%, registrando uma redução de 0,012 ponto percentual. O contrato com vencimento em 2028 fechou em 12,520%, com queda de 0,040 ponto percentual. Os vencimentos de 2029 a 2035 apresentaram reduções progressivamente maiores, com a maior queda concentrada nos vencimentos intermediários, onde o DI de 2033 e 2034 registraram recuos de aproximadamente 0,205 pontos percentuais.

O Dólar e as Divisas

A taxa de câmbio nominal entre o real e o dólar dos Estados Unidos encerrou a sessão de sexta-feira com uma queda de 0,78%, revertendo uma tendência de dois pregões anteriores que havia registrado altas consecutivas. Este movimento do real em relação à moeda norte-americana ocorreu em sentido oposto ao que se observou quando a moeda americana é avaliada frente a outras divisas de economias consideradas desenvolvidas.

O índice que acompanha a evolução do dólar em relação a uma cesta de moedas de países desenvolvidos, designado por DXY, registrou alta de 0,11%, chegando a 102,25 pontos. Considerando a perspectiva de uma semana completa, o câmbio comercial encerrou com redução acumulada de 4,44%.

Contexto: Entendendo o Cenário

O contexto político brasileiro encontra-se em momento crítico, com uma eleição presidencial em processo de segundo turno. A dinâmica entre os dois candidatos principais apresenta-se competitiva, com oscilações nas preferências eleitorais que refletem mudanças nas avaliações e intenções dos eleitores conforme os eventos se desdobram. A pesquisa de opinião funciona como instrumento para medir estas mudanças em tempo real, sendo fundamental para que se compreenda como o eleitorado está posicionado.

No plano econômico, a recuperação do varejo é fenômeno importante que reflete a vitalidade do consumo doméstico, um dos principais motores do crescimento econômico do país. O comportamento do consumidor é influenciado por diversos fatores, incluindo a confiança econômica, as perspectivas de renda, a disponibilidade de crédito e o comportamento das taxas de juros. Os dados apresentados sugerem que, apesar das restrições de crédito mencionadas, a renda ainda está cumprindo seu papel de sustentar as compas, particularmente em categorias essenciais.

As taxas de juros futuros, representadas pelos DIs, refletem as expectativas do mercado financeiro sobre o comportamento da taxa básica de juros da economia brasileira nos períodos subsequentes. A redução generalizada observada nestes contratos indica que o mercado está precificando uma trajetória de juros menores para frente.

O dólar, por sua vez, é um ativo altamente sensível a múltiplos fatores, incluindo as perspectivas de taxas de juros comparativas entre Brasil e Estados Unidos, fluxos de investimento internacional, e considerações geopolíticas mais amplas. Sua movimentação tem implicações importantes para diversos aspectos da economia, desde o custo de importações até o retorno de investimentos externos.

O que Acompanhar

Os próximos desenvolvimentos que merecem acompanhamento incluem novas rodadas de pesquisas eleitorais, que podem indicar se a vantagem de Flávio Bolsonaro persiste ou se ocorrem novas oscilações nas preferências dos eleitores. A campanha eleitoral continua em andamento, e eventos ou declarações podem influenciar a dinâmica política.

No tocante à economia, serão relevantes as próximas leituras sobre o comportamento do varejo, especialmente para confirmar se a recuperação observada se mantém ou se sofre reversões. Também merecem atenção os dados sobre crédito, para verificar se as condições de financiamento apresentarão alguma flexibilização que possa beneficiar os setores mais dependentes.

A trajetória das taxas de juros futuros e a evolução da taxa de câmbio serão indicadores a serem monitorados pela comunidade de investidores e analistas, pois refletem as expectativas do mercado sobre o ambiente econômico que se desenha para os próximos períodos. Qualquer mudança significativa nestes parâmetros pode ter repercussões sobre as decisões de investimento e consumo ao longo da economia.

Principais pontos:

• Flávio Bolsonaro lidera pesquisa BTG/Nexus para segundo turno com 48% contra 45% de Lula, marcando reversão em relação ao empate técnico observado anteriormente.

• O varejo brasileiro apresentou crescimento de 6,3% no terceiro trimestre comparado ao ano anterior, com destaque para o setor de combustíveis e lubrificantes que cresceu 13,4%.

• As taxas de juros futuros registraram queda generalizada em toda a curva de DIs, refletindo expectativas de redução nas taxas para períodos subsequentes.

• O dólar recuou 0,78% na última sessão, encerrando a semana com queda acumulada de 4,44% frente ao real, apesar de alta do índice dólar em relação a outras divisas desenvolvidas.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de InfoMoney — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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