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Política

Brasil foi um dos “vencedores” do choque de petróleo, diz CEO da Shell

Poder360 ·

O CEO global da Shell , Wael Sawan , afirmou que o Brasil está entre os países que saíram fortalecidos do atual choque no mercado de energia.

Segundo o executivo, a capacidade de ampliar as exportações de petróleo e de recorrer aos biocombustíveis deu ao país flexibilidade para atender à demanda doméstica e, ao mesmo tempo, contribuir para o abastecimento internacional.

“ Eu cito o Brasil como um desses exemplos que realmente mostrou o que um país pode fazer em um momento como este ”, afirmou Sawan.

A declaração foi dada na ROG.e , evento de energia organizado pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), no Rio de Janeiro.

O executivo citou as exportações brasileiras de petróleo como um dos principais fatores de resiliência.

Segundo ele, o país conseguiu ampliar a oferta de óleo em um momento de restrição de fluxos internacionais, funcionando como uma fonte confiável de suprimento para o mercado global.

Sawan também destacou a política de biocombustíveis.

Disse que os investimentos feitos ao longo de décadas na produção dessas fontes aumentaram a capacidade do Brasil de substituir parte do consumo de combustíveis fósseis e responder com maior flexibilidade a choques externos.

Na avaliação do CEO, essa combinação permite que o país preserve o abastecimento interno sem deixar de atuar como exportador de energia.

Ele afirmou que o Brasil dispõe de “ opcionalidade e flexibilidade ” para responder à crise tanto em benefício do mercado doméstico quanto dos consumidores de outros países.

A avaliação foi feita em uma discussão sobre a resiliência do sistema energético global diante das restrições no estreito de Ormuz.

Sawan afirmou que a crise mostrou como países com fontes diversificadas de energia e capacidade de substituir uma fonte por outra conseguem absorver melhor interrupções no suprimento.

“ Acho que tudo isso significa que o Brasil tem a opcionalidade e a flexibilidade para responder, não apenas para apoiar os brasileiros, mas também para apoiar o resto do mundo na exportação de energia ”, disse.

O jornalista viajou ao Rio a convite do IBP.

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