Depois de mais de 240 anos no varejo, gigante das lojas de departamento chega ao fim com 124 unidades e 12 mil empregos ameaçados
Após duas administrações e uma busca frustrada por comprador, uma das redes mais antigas do Reino Unido iniciou o encerramento das lojas.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma rede criada ainda no século XVIII conseguiu atravessar revoluções no consumo, guerras e a transformação das ruas comerciais britânicas. Mas a crise acumulada e a pandemia derrubaram a operação física da Debenhams , que entrou em liquidação após mais de 240 anos de história.
As origens da Debenhams remontam a 1778 , quando William Clark abriu uma loja de tecidos em Londres. William Debenham entrou no negócio décadas depois, e o nome que se tornaria conhecido no varejo britânico passou a integrar a empresa.
Ao longo do tempo, a companhia cresceu por aquisições e se transformou em uma das redes de lojas de departamento britânicas mais reconhecidas. A escala, porém, também deixou uma estrutura cara para manter quando o comércio mudou.
O primeiro grande colapso ocorreu em abril de 2019 , quando a Debenhams plc entrou em administração e os credores assumiram o controle. A reestruturação reduziu dívidas e abriu caminho para o fechamento de lojas consideradas pouco sustentáveis.
Em 9 de abril de 2020 , a operação varejista entrou novamente em administração. O grupo já enfrentava dificuldades antes da pandemia, mas o fechamento temporário das lojas durante a Covid-19 agravou a pressão sobre vendas, caixa e capacidade de recuperação.
Em 1º de dezembro de 2020 , os administradores anunciaram o início do encerramento da operação após não conseguirem uma venda capaz de preservar o negócio. Naquele momento, restavam 124 lojas no Reino Unido e aproximadamente 12 mil trabalhadores .
O European Restructuring Monitor registrou os 12 mil empregos como postos ameaçados de perda. O número mostra a dimensão nacional do processo, que atingia unidades espalhadas por diferentes regiões britânicas.
A JD Sports avaliava uma compra, mas abandonou as negociações no mesmo período em que o grupo Arcadia entrou em administração. A Arcadia operava concessões dentro das lojas da Debenhams, o que aumentou a incerteza sobre o futuro do negócio.
Sem uma proposta que mantivesse a companhia em funcionamento, os administradores decidiram continuar vendendo os estoques e encerrar as unidades. A liquidação deixou de ser apenas uma possibilidade e passou a organizar o destino da operação física.
Os principais pontos do processo ficaram concentrados em quatro movimentos:
Não. Em 25 de janeiro de 2021 , a Boohoo comprou por £55 milhões os ativos de propriedade intelectual, o site e outros direitos ligados à Debenhams. A transação não incluiu a rede de lojas físicas nem preservou seus empregos.
Isso separou dois destinos: a operação tradicional de lojas desapareceria, enquanto o nome Debenhams continuaria na internet. A marca passou a ser usada como plataforma digital, sem manter a antiga estrutura nacional de grandes lojas de departamento.
O encerramento ocorreu em etapas durante 2021, conforme as lojas reabriram para liquidar mercadorias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.