Ferramentas de produtividade com IA são superestimadas, diz sócio da Northzone
As ferramentas de produtividade baseadas em inteligência artificial (IA) estão recebendo mais investimentos do que deveriam e parte delas pode desaparecer à medida que a tecnologia evolui, segundo Sanjot Malhi, sócio e diretor do Fundo de Crescimento da Northzone.
Em artigo publicado pela Fortune nesta sexta-feira, 21 , Malhi afirma que os investidores deveriam priorizar sistemas capazes de executar trabalhos complexos de forma autônoma, em vez de aplicações que apenas pesquisam, resumem ou automatizam tarefas.
Segundo Malhi, a Northzone avaliou centenas de ferramentas de produtividade com IA nos últimos 12 meses e concluiu que a maioria não deve se sustentar como negócio independente.
O investidor cita a expansão de aplicações como Lovable, Harvey, Abridge e Granola, que passaram a ser usadas, respectivamente, em programação, serviços jurídicos, medicina e atividades de escritório.
Essas ferramentas, diz ele, ganharam espaço ao pesquisar informações, produzir resumos, automatizar tarefas e registrar contexto para os usuários.
De ferramentas de produtividade a sistemas autônomos Para Malhi, o principal risco está na velocidade com que a IA está avançando.
Em sua análise, cerca de US$ 1 trilhão em novas receitas líquidas foram adicionadas ao ecossistema de IA desde o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022.
Ao mesmo tempo, ele considera incerta a duração dessas receitas, já que modelos de código aberto, novos fabricantes de chips e os próprios modelos de IA podem pressionar empresas que hoje desenvolvem aplicações sobre essas tecnologias.
Dados da Northzone citados no artigo estimam que as aplicações de IA movimentem atualmente entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões em receita anual recorrente.
A programação responde por cerca de 20% a 30% desse mercado e, segundo Malhi, mostra como o setor pode migrar de ferramentas que ajudam o usuário para sistemas que realizam o trabalho por conta própria.
Ele cita a evolução do GitHub Copilot para produtos como Cursor, Claude Code e Codex e, posteriormente, para sistemas capazes de executar tarefas de programação de maneira autônoma.
A mesma transformação, segundo o sócio da Northzone, pode chegar a outras áreas.
Médicos e advogados poderiam utilizar sistemas capazes de realizar trabalhos de forma autônoma, enquanto empresas como Tandem Health, XBOW e Blitzy são apresentadas por Malhi como exemplos dessa transição.
"Uma ferramenta que requer supervisão humana simplesmente não consegue competir com um produto que realiza meses de trabalho em um fim de semana", escreveu o investidor na Fortune.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.