sexta-feira, 18 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Últimas

Argentina vê inadimplência disparar apesar de melhora da inflação

IstoÉ ·
Argentina vê inadimplência disparar apesar de melhora da inflação

A Argentina atravessa uma nova fase de dificuldades econômicas mesmo após os avanços obtidos pelo governo de Javier Milei no combate à inflação e no equilíbrio das contas públicas.

Quase 6 milhões de argentinos estão inadimplentes, o equivalente a 13,6% da população do país. O aumento das dívidas das famílias ocorre em meio ao fechamento de empresas, à deterioração do mercado de trabalho e à perda de poder de compra acumulada nos últimos anos.

O cenário coloca em evidência os diferentes efeitos do programa econômico implementado desde a chegada de Milei à Presidência, no fim de 2023.

Por um lado, o governo conseguiu reduzir significativamente o ritmo de aumento dos preços e reverter o déficit fiscal. Por outro, parte da população ainda enfrenta dificuldades para transformar a estabilização dos indicadores macroeconômicos em melhora efetiva das condições de vida.

A redução da inflação está entre os principais resultados obtidos pelo governo Milei. Nos primeiros oito meses de 2026, a inflação mensal argentina oscilou entre 1,9% e 3,4%, distante dos níveis superiores a 25% ao mês encontrados no início da atual gestão.

As contas públicas também passaram por uma mudança significativa. No primeiro ano do governo, o país registrou superávit primário equivalente a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), depois de encerrar o ano anterior com déficit de 2,9%.

O resultado foi alcançado após uma política de forte redução das despesas públicas, incluindo cortes em subsídios, obras, programas sociais e transferências para as províncias.

Depois de uma contração de 1,3% da economia no primeiro ano da atual administração, o PIB argentino cresceu 4,4% em 2025. Para 2026, o governo trabalha com expansão de 3%, enquanto sua proposta de Orçamento para 2027 prevê crescimento de 4% e inflação anual de 18% no próximo ano.

A recuperação, porém, ocorre de maneira desigual entre os diferentes setores da economia.

Atividades ligadas às exportações, principalmente petróleo, gás e mineração, foram beneficiadas, enquanto segmentos da indústria e do comércio dependentes do mercado interno enfrentam maior pressão.

Mais de 30 mil empresas teriam encerrado suas atividades desde o início do governo Milei, segundo levantamento do centro independente Fundar. O governo argentino contesta esses dados e argumenta que as mudanças fazem parte de um processo de reorganização econômica após anos de distorções.

Entre as empresas que encerraram operações estão a fabricante de pneus Fate e unidades industriais de grupos dos setores de calçados, eletrodomésticos e têxteis.

A taxa de desemprego passou de 5,7% no quarto trimestre de 2023 para 7,8% no primeiro trimestre deste ano. Entre novembro de 2023 e maio de 2026, 241.176 postos formais no setor privado foram eliminados, com a indústria respondendo por mais de um terço da redução.

Ao mesmo tempo, a retirada de subsídios provocou forte aumento das despesas das famílias com serviços essenciais.

Ler a notícia completa no IstoÉ ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.

Mais de IstoÉ

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›