Dentista de Cuiabá é alvo de operação da PF que investiga desvio de R$ 40 milhões do Conselho de Odontologia
Dentista de Cuiabá é alvo da Operação Apolônia, que investiga desvio de R$ 40 milhões.
Reprodução Um dentista identificado como Luiz Evaristo Ricci Volpato está entre os alvos de uma operação da Polícia Federal, em Cuiabá, nesta quinta-feira (17), que investiga suspeitas de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo cerca de R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia (CFO).
A ação também foi realizada em São Paulo.
O g1 tenta localizar a defesa de Luiz e procurou o Conselho Regional de Odontologia (CRO), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A Operação Apolônia investiga se houve irregularidades no envio desse dinheiro para uma empresa privada que cuidava dos investimentos do conselho.
Segundo a investigação, a empresa não tinha autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para trabalhar com investimentos.
Agora no g1 Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos dois estados.
As ordens foram autorizadas pela Justiça Federal do Distrito Federal.
Durante as buscas, os policiais apreenderam cerca de R$ 300 mil em dinheiro e veículos.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens dos investigados, entre eles ex-dirigentes do CFO e empresários.
A investigação encontrou ainda movimentações de dinheiro consideradas suspeitas, como transferências entre empresas e pessoas ligadas aos investigados e envio de dinheiro para outros países.
Em nota, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) informou que os supostos desvio e lavagem de dinheiro envolvendo recursos do conselho e investimentos foram feitos por uma gestão anterior.
Segundo o CFO, a gestão responsável pelos fatos investigados já havia sido afastada pela Justiça Federal devido a irregularidades na destinação dos recursos.
O atual presidente do CFO, Jairo Santos Oliveira, assumiu o cargo em 28 de janeiro de 2026, por decisão da Justiça Federal.
A entidade informou que, desde então, tem colaborado com a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) para esclarecer os fatos e buscar a devolução dos valores aos cofres públicos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.