Lobista cita captação de dinheiro para filme de Lula em governos do PT, diz coluna
A lobista Roberta Luchsinger, investigada no escândalo dos desvios bilionários de pensões e aposentadorias da Previdência Social por uma suposta sociedade oculta com o filho mais velho de Lula e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, para viabilizar contratos de empresários com órgãos federais durante o atual governo, citou em mensagens a captação de dinheiro para o documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente junto a gestões estaduais comandadas pelo PT.
Segundo informações da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles , Roberta escreveu em abril de 2024 para Gustavo Gaspar, assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA) com quem ela tinha à época um relacionamento amoroso, que o empresário Marcelo Bittencourt e um homem chamado Zé estavam “captando muito dinheiro” para o filme “usando o nome do presidente”.
As informações publicadas pelo Metrópoles se tornam mais uma peça de um quebra-cabeça que começou com a revelação, em reportagem de VEJA , de um áudio em que o ex-banqueiro do Master Daniel Vorcaro relata ter feito pagamentos de propina ao Instituto Lula e repassado dinheiro ao filme do presidente por fora da contabilidade regular.
“Amor, seguinte… o Fábio (Luís Lula da Silva, o Lulinha) tava agora falando comigo q o Marcelo junto do Zé tá indo em tds estados onde o pt governa pra captar dinheiro p o filme do Oliver stone”, afirma Roberta na conversa com Gaspar em abril de 2024.
“O pai do fabio achou o filme uma bosta, falou pra eu assistir e depois ir lá falar com ele.
Mas q estão captando mto dinheiro usando o nome do presidente.
Ele odeio (sic) isso”, acrescentou.
Continua após a publicidade Em março daquele mesmo ano, Bittencourt havia enviado um texto a Roberta explicando as contrapartidas para quem comprasse uma “cota” de financiamento do documentário sobre Lula.
Por 300.000 dólares, o patrocinador teria direito a dois ingressos para a estreia do filme, com 250 pessoas e a presença do presidente e de Oliver Stone.
Um aporte de 500.000 dólares dava direito a quatro convites para a estreia e dois ingressos para o festival de cinema de Cannes, na França, e a “possibilidade de colocar o logo no filme como apoiador”.
Quem destinasse 1 milhão de dólares ao projeto receberia dois convites para o lançamento em Cannes, quatro ingressos para a estreia no Brasil e o direito de usar “o espaço do lançamento para se colocar como apoiador”.
Cerca de três meses depois, Roberta conversava com o então embaixador do Brasil na Espanha, Orlando Leite Ribeiro, e se referiu a Marcelo Bittencourt como “o financiador do filme” de Oliver Stone sobre Lula.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.