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“Ser palhaço era meu destino”

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“Ser palhaço era meu destino”

Em uma encenação da Paixão de Cristo na igreja matriz, em Santo André, experimentei a arte pela primeira vez.

Era uma brincadeira de criança descobrindo o palco.

Mais de vinte anos depois, hoje, vivo da arte: sou artista circense e faço parte do elenco de Alegría , espetáculo do Cirque du Soleil, atualmente em turnê pelo Brasil.

Nasci em São Bernardo do Campo e cresci na cidade vizinha, na casa da minha avó Romaria, com minha mãe e irmã.

Naquele lar, a arte sempre teve um espaço único.

Um tio cantor, um pai que fora ator, tias professoras de artes e outras que eram palhaças, fundadoras da Escola Picadeiro.

Curiosamente, ninguém chamava isso de profissão.

Aquelas pessoas se maquiando, colocando um monte de tralha no carro e saindo para fazer graça por aí era rotina.

Ser palhaço nunca me pareceu uma escolha, era meu destino e minha paixão.

Aos 13 anos, comecei a fazer teatro amador.

Com 15, virei monitor no acampamento de férias, mas o que realmente me encantava era estar em cena.

Nesse começo dos anos 2000, passei a desenvolver pequenos esquetes curtos, baseado em Chaplin, Buster Keaton e nessa tradição da comédia física.

De 2003 a 2006, na Fundação das Artes, fiz parte da Companhia Lúdica, atuando em hospitais.

Nesse período, através de um DVD do espetáculo Quidam , do Cirque du Soleil, descobri o lugar que representava um sonho que eu nem sabia que tinha.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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