Smart Sampa será usado para localizar e notificar agressores de mulheres em São Paulo
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O Smart Sampa vai ajudar a localizar em São Paulo mais de 2 mil homens que ainda não foram encontrados para receber notificações de medidas protetivas concedidas a mulheres. As fotos serão fornecidas pelo Ministério Público .
A medida faz parte de um convênio firmado nesta terça-feira (25) com a prefeitura. Pelo acordo, as imagens serão inseridas no sistema de videomonitoramento da cidade e poderão ser identificadas pelas câmeras.
Quando um dos homens for identificado, a Guarda Civil Metropolitana poderá fazer a abordagem para comunicar a decisão judicial sobre a medida protetiva.
De acordo com a prefeitura, os mais de 2 mil agressores representam 37% dos homens que deveriam ter sido notificados pela Justiça sobre as decisões. Segundo a administração municipal, os oficiais de Justiça não conseguem localizar essas pessoas.
A previsão é que o sistema seja posteriormente ampliado para o governo estadual, com a participação das polícias Civil e Militar e do programa Muralha Paulista.
Para a promotora de Justiça Fabíola Sucasas, a parceria amplia a integração entre as instituições e a capacidade de proteção às mulheres. Ela também destacou a construção da rede municipal especializada de atendimento às mulheres.
A iniciativa foi apresentada durante o VII Seminário de Enfrentamento à Violência Doméstica , que também marcou o lançamento de ações da prefeitura para prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres.
No primeiro semestre deste ano, o estado de São Paulo registrou 141 casos de feminicídio , o maior número para o período desde o início da série histórica da Secretaria da Segurança Pública, em 2018. Na comparação com os primeiros seis meses de 2025, houve alta de 10%.
Os dados da SSP consideram o número de ocorrências, e não de vítimas. Por isso, o número de mulheres mortas pode ser maior caso uma mesma ocorrência tenha mais de um óbito.
O aumento foi puxado pelo interior do estado, que registrou 96 ocorrências entre janeiro e junho, ante 70 no mesmo período de 2025.
Na capital, houve queda, de 31 para 24 casos. Na região metropolitana, o número passou de 27 para 21.
A Lei do Feminicídio foi sancionada em 2015, mas a SSP passou a contabilizar os casos separadamente a partir de 2018. Antes disso, assassinatos de mulheres em razão de gênero eram registrados, em geral, como homicídios.
Pela legislação, o feminicídio ocorre quando o assassinato envolve razões da condição do sexo feminino, como violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher.
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