Oi tem falência decretada pela Justiça novamente
Justiça do Rio decide pela falência da Oi, que informou não ter caixa para cobrir despesas essenciais no fim de agosto de 2026. Decisão derruba tentativa de bancos para manter processo de recuperação judicial.
Operadora de telefonia Oi tem falência decretada. A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou hoje a falência da Oi. A companhia havia informado por meio de petição de sua administração judicial, que não teria recursos em caixa para cumprir pagamentos essenciais à manutenção de suas operações no fim deste mês, citando "esgotamento total dos recursos" no final de agosto, com liquidez negativa.
Operadora com sede no Rio tinha tido a falência decretada em novembro do ano passado. Decisão, entretanto, fora suspensa após bancos credores — Itaú Unibanco e Bradesco — terem recorrido. O pedido permitiu que a tele pudesse retornar ao processo de recuperação judicial.
Foi nomeado o advogado Bruno Rezende como administrador judicial. O papel dele será auxiliar a Justiça nos processos para arrecadar os bens da empresa, pagar credores e encerrar as atividades de forma legal.
O patrimônio líquido negativo do grupo supera R$ 22,6 bilhões, com base em dados de março de 2026. A projeção de caixa para o fim de julho de 2026 era de R$ 88,1 milhões, mas o valor já havia caído para R$ 19,6 milhões em abril de 2026, conforme dados do processo.
Fornecedores da Oi chegaram a suspender serviços diante da falta de pagamentos. Em julho de 2026, a Sitelbra interrompeu conexões da rede de lotéricas da Caixa, sistemas de videomonitoramento na Bahia e em Goiás e lojas da Enel no Ceará.
Nava Software, Nava Serviços e Hughes também paralisaram serviços prestados à operadora. Em 3 de agosto de 2026, a juíza Simone Chevrand mandou restabelecer os serviços essenciais contratados pela Oi e fixou multa de R$ 5 milhões em caso de descumprimento.
A Oi não conseguiu vender a Oi Soluções, unidade voltada a empresas e órgãos públicos. O leilão realizado em 17 de junho de 2026, com preço mínimo de R$ 1,4 bilhão, não recebeu propostas, e a administração judicial pediu nova rodada de venda.
A venda da participação de 27,2% da Oi na V.tal também está suspensa pela Justiça. A fatia havia sido homologada por R$ 4,5 bilhões para fundos ligados ao BTG Pactual, mas credores e investidores apresentaram recursos.
A companhia ainda não recebeu R$ 60,1 milhões pela venda da UPI Serviços Telefônicos à Método Telecomunicações. A empresa venceu o leilão em abril de 2026, mas a conclusão da operação depende do cumprimento de condições contratuais, entre elas aprovações regulatórias.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.