Detento mais velho dos EUA morre aos 101 após escapar 8 vezes da execução
Francis Clifford Smith, considerado o detento mais velho dos Estados Unidos, morreu aos 101 anos, segundo a BBC. Smith passou mais de 70 anos atrás das grades e teve a execução marcada oito vezes, mas conseguiu evitá-la em todas.
Smith foi condenado pela Justiça em 1950. Aos 25 anos, ele foi julgado pelo assassinato de Grover Hart, vigia do Indian Harbour Yacht Club, em Greenwich, Connecticut. O crime ocorreu durante um roubo, em 1949. Smith sempre negou ter cometido o assassinato.
Homem morreu de causas naturais em junho, enquanto dormia em uma casa de repouso. Segundo a BBC, que cita a instituição e o Departamento de Correções de Connecticut, Smith estava em liberdade supervisionada. Ele foi cremado posteriormente, informou a casa de repouso.
Basicamente, ele morreu de causas naturais (...) A participação da família em seu falecimento foi muito limitada, mas garantimos que tudo fosse apropriado, atendesse aos seus desejos e fosse digno. David Skoczulek, porta-voz do 60 West à BBC News
Prisioneiro escapou de ser executado pelo menos oito vezes. A pena de morte foi comutada para prisão perpétua em 1954. Treze anos depois, em 1967, Smith fugiu da prisão, mas foi recapturado 12 dias mais tarde.
Smith recebeu liberdade condicional em 1975, mas voltou à prisão cerca de dez meses depois. Ele foi detido por furto e porte de arma, em violação às condições da liberdade condicional.
Em 2020, a Justiça concedeu a Smith liberdade supervisionada. Aos 95 anos, ele deixou a prisão e passou a viver em uma casa de repouso que atende idosos ligados ao sistema penitenciário.
Preso alimentava pássaros com pão contrabandeado do refeitório. Hábito durante os anos na Instituição Correcional de Osborn rendeu a Smith o apelido de "Homem-Pássaro de Osborn", segundo o porta-voz da prisão, Andrius Banevicius, à BBC.
Ele enchia as roupas com o máximo de pão que conseguia (...) Todo mundo meio que fingia que não via, porque sabiam que ele só estava alimentando os pássaros. Andrius Banevicius
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