Nos bailes rurais
O dia começou como qualquer outro naquela manhã de sábado, no sítio em Santa Catarina.
O galo cantou ao amanhecer, Antônio Prigol saiu para a roça com o chapéu na cabeça, e os meninos, Luiz, Remi e Renato, foram para a escola cantar o hino.
Depois da aula, enquanto Renato e os irmãos descansavam à sombra de uma laranjeira, viram o pai voltar mais cedo da plantação. — Falei com o seu Enidio, vamos fazer um baile na casa dele hoje à noite.
Preciso que vocês vão à casa dos vizinhos para convidá-los e passem na casa do gaiteiro para ver se ele pode tocar.
Seu Enidio era o vizinho que tinha a maior sala da região.
Para fazer os bailes, bastava afastar os móveis e o salão estava pronto.
Além disso, ele tinha uma vinícola na propriedade e era amigo de Antônio havia anos.
Os meninos ficaram faceiros.
Baile era sinônimo de risadas, conversa e descanso depois de uma semana de trabalho no campo.
Os três saíram pelas propriedades para fazer os convites, percorrendo as estradas de chão batido sem esquecer ninguém.
Há amores que nascem em um salão e dançam juntos pela vida inteira.
Divulgação/Paulo Henrique Mailho.
A casa do gaiteiro ficava no caminho.
Seu Sebastião não perdia uma oportunidade de tocar sua gaita para a comunidade e animar as noites de sábado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.