Estudo mediu cortisol em pets e seus donos e confirmou: seu cachorro também se estressa quando você está estressado
Uma consequência da convivência intensa entre humanos e cachorros ao longo de vários milênios é a sincronização das emoções.
Pesquisadores da Universidade de Linköping, na Suécia, mediram a concentração de cortisol capilar em 58 pares de tutores e pets e descobriram que os níveis sobem e descem juntos, puxados por períodos de estresse nos humanos.
Esta sincronia é impactada, principalmente, por estilo de vida, sexo do cão e personalidade do dono; ela afeta cachorros independentemente de seu temperamento.
Leia Mais "Iti malia": por que adultos fazem 'vozinha' de criança para se comunicar com bebês e animais? Cachorro dando "chutinhos" quando recebe carinho? Movimento pode não indicar prazer; veja o alerta de uma veterinária O que se sabe sobre espécie de gato com pelagem semelhante à onça que foi a primeira identificada em mais de um século Tutores que exibem mais traços neuróticos, têm maior abertura e são mais conscientes (ou seja, responsáveis e cautelosos) afetaram mais seus cachorros em momentos de estresse.
Do outro lado, cães do sexo feminino ou treinados para competições também eram mais afetados pelas emoções dos donos.
Os pesquisadores também esclareceram por que acreditam que são os humanos que regem essa sincronia, não os cães: “Como a personalidade dos donos teve correlação significativa ao nível de cortisol dos cachorros, sugerimos que são os cães que espelham o estresse dos donos, em vez dos tutores responderem ao estresse dos pets.” Emoções são contagiosas O estudo de 2019 foi o primeiro a medir a sincronização do estresse a longo prazo entre humanos e cães.
Essa foi a intenção ao medir o cortisol, hormônio liberado em resposta a situações estressantes, cujos níveis continuam elevados nos pelos e cabelos meses depois do “gatilho”.
Mas o fenômeno de “contágio emocional” é conhecido há muitos anos e acontece também entre grupos de pessoas, ou animais de outras espécies que convivem intensamente.
É o mesmo mecanismo que explica o estresse de um adulto ao ouvir um bebê chorar, ou o desconforto que sentimos ao ver o sofrimento alheio.
Experimentos anteriores já haviam comprovado que os níveis de cortisol dos cães sobem quando ouvem o choro de um bebê.
Agora, sabe-se que manifestações mais sutis de emoção afetam os sentimentos caninos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.