Kiev é alvo de novo ataque russo; Zelensky pede mais interceptadores de mísseis balísticos
A Rússia atacou a capital ucraniana, Kiev, na madrugada desta quinta-feira (24), com mísseis balísticos e drones, matando duas pessoas. Uma das vítimas morreu no estacionamento de uma maternidade, segundo autoridades locais. Pelo menos vinte explosões foram registradas na cidade, segundo a Força Aérea Ucraniana.
As vítimas estavam "separando legumes" quando ocorreu o bombardeio, de acordo com os serviços regionais de emergência, que divulgaram imagens do interior de um galpão destruído. "Segundo informações preliminares, a Rússia utilizou um míssil de cruzeiro de pequeno porte Banderol", informou o Ministério Público.
O Banderol é uma arma híbrida que combina características de um míssil de cruzeiro e de um drone de ataque a jato. De baixo custo, ela é utilizada em grande escala pelo Exército russo, entre outros objetivos, para saturar as defesas antiaéreas ucranianas.
Autoridades de Odessa, no sul da Ucrânia, relataram ataques russos contra a grande cidade portuária do mar Negro. Na quarta-feira, uma série de bombardeios russos já havia deixado pelo menos sete mortos na Ucrânia, incluindo duas vítimas em Kiev.
A Romênia também informou que um drone caiu em seu território, próximo à fronteira com a Ucrânia, no distrito de Suceava, no nordeste do país. O Ministério da Defesa romeno declarou que caças F-16 foram acionados após a incursão, sem especificar a origem do aparelho.
Nos últimos meses, a Rússia utiliza um número cada vez maior de drones mais rápidos e difíceis de interceptar e aproveita as limitações de Kiev , que enfrenta escassez de sistemas de interceptação de mísseis balísticos.
"Neste momento, os Estados Unidos têm a possibilidade de reagir com firmeza", afirmou Zelensky, que estava em Nova York para participar de uma sessão da Assembleia Geral da ONU. "Precisamos de interceptadores de mísseis balísticos para proteger vidas."
Zelensky reuniu-se nos Estados Unidos com membros do Congresso americano para pedir o endurecimento das sanções contra Moscou. Os ataques contra a capital ucraniana, que tem cerca de 3 milhões de habitantes, vêm se intensificando nos últimos dias.
"Nós não faremos uma pausa em nossa operação militar especial", advertiu o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, na quarta-feira. "A Europa quer uma pausa para utilizá-la no rearmamento da Ucrânia", acrescentou. A Ucrânia também intensificou seus ataques em território russo e tem como principais alvos refinarias, depósitos de petróleo e armazéns das gigantes do comércio eletrônico Wildberries e Ozon.
Nesta quarta-feira (23), na tribuna da ONU, Zelensky denunciou a "loucura" assassina do presidente russo, Vladimir Putin, e pediu a seus aliados que mantenham as sanções contra Moscou, que considera a única forma de cortar o financiamento da guerra.
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