O corte de 250 bilhões prometido por Flávio e o sofrimento líquido do povo brasileiro
“SUS no seu cotidiano” apresenta as conquistas do Sistema Único de Saúde e debate diferentes desafios que o impactam, identificando suas causas e possíveis formas de superação. A coluna busca contribuir para a compreensão do que é o SUS, como ele funciona, seus fundamentos, trajetória histórica, seus impasses estruturais e caminhos para a sua plena realização.
Você já pensou que o corte abrupto no orçamento público prometido por Flávio Bolsonaro é uma política concreta de morte e desesperança? Não é apenas uma medida econômica. É o corte de planos de pessoas simples, que almejam ter um filho, fazer a festa de quinze anos da filha, de ser empreendedor em uma loja de roupas ou comprar uma moto para entregas.
Mas, mais do que isso: a política já anunciada por Flávio Bolsonaro é uma política que vai afetar a condição das pessoas se manterem vivas.
Não é difícil compreender que existe uma relação direta entre o corte prometido e a redução do acesso a medicamentos gratuitos, a leitos hospitalares e o impacto nos anos de vida da população idosa, sobretudo. No caso da população em idade de trabalho, o aumento do desemprego e a piora na alimentação das famílias talvez seja o impacto mais imediato. A política de cortes anunciada atingirá ainda os anos de escolaridade almejados por jovens brasileiros, frustrando o plano de muitas famílias.
Há inúmeros estudos epidemiológicos, de economia, sociologia e teoria política que nos permitem afirmar que o corte prometido por Flávio Bolsonaro é uma declaração de morte a crianças brasileiras. Em estudo recente, pesquisadores de diferentes universidades calcularam que a manutenção de medidas severas contra o Bolsa Família e o SUS poderiam resultar em até 20 mil mortes evitáveis a crianças menores de 5 anos até 2030.
O mesmo estudo demonstrou matematicamente que “a preservação e a ampliação do orçamento de programas estratégicos, como a Estratégia Saúde da Família do SUS e o Bolsa Família, teriam a capacidade de mitigar esses óbitos adicionais, protegendo as populações mais vulneráveis em momentos de crise econômica”. O estudo foi publicado na prestigiada revista PLOS Medicine.
A relação do SUS com a vida dos brasileiros é concreta. Trabalhando com dados anteriores à pandemia, a mesma pesquisa aponta que, no caso dos idosos, os cortes de gastos na saúde poderiam gerar 50 mil mortes prematuras até 2030, tendo em vista a redução da atenção primária à saúde.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.