Megaobra de R$ 25 bilhões ocupa uma área de 3 km por 2 km no interior do Mato Grosso do Sul e constrói a maior fábrica de celulose em etapa única do mundo, capaz de produzir 3,5 milhões de toneladas por ano
O tamanho do projeto ajuda a explicar por que ele chama tanta atenção no setor industrial
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma área industrial de quilômetros de extensão está mudando a paisagem de Inocência, em Mato Grosso do Sul . O Projeto Sucuriú , da chilena Arauco , reúne investimento de US$ 4,6 bilhões , valor próximo de R$ 25 bilhões nas conversões usadas no lançamento, e avança para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano .
A obra fica a cerca de 50 km da área urbana de Inocência , ao lado do Rio Sucuriú . O núcleo industrial ocupa uma área que chega a aproximadamente 3 km por 2 km , cercada por uma estrutura ainda maior de logística, energia e abastecimento florestal.
A Arauco informa que essa será sua primeira fábrica de celulose no Brasil. A planta foi planejada para entrar em operação até o fim de 2027 e será o maior investimento já realizado pela companhia.
O Projeto Sucuriú já passou de 60% de execução e entrou em uma fase pesada de montagem industrial. Em abril, a Arauco registrou 62,1% de avanço geral , com a obra cerca de 6,8 pontos percentuais à frente do cronograma.
O informativo de junho já mostra grandes equipamentos sendo instalados no canteiro:
A obra avançou da terraplenagem para a instalação dos sistemas que vão produzir celulose. Estruturas da linha de fibras, secagem, recuperação química, caldeiras e geração de energia estão entre as frentes em montagem.
Em maio, a Arauco instalou um equipamento de mais de 300 toneladas na caldeira de recuperação, içado a cerca de 100 metros de altura. A própria companhia descreve essa caldeira como a maior do tipo no mundo.
A escala vem da combinação entre capacidade produtiva e implantação concentrada em uma única fase industrial . A Arauco apresenta o Sucuriú como a maior fábrica de celulose do mundo construída de uma só vez, com uma linha capaz de chegar a 3,5 milhões de toneladas anuais.
Além da produção, o projeto foi desenhado para gerar mais energia do que consome. Cerca de 200 MW serão usados pela própria fábrica e o excedente poderá seguir para o sistema elétrico nacional.
O projeto depende de uma cadeia logística construída junto com a fábrica. A Arauco iniciou um ramal ferroviário próprio que ligará Inocência à Rumo Malha Norte , criando uma rota contínua até o Porto de Santos .
O sistema terá cerca de 45 km de ferrovia fora da planta e outros 9 km dentro do complexo . A operação foi planejada com 26 locomotivas e 721 vagões , capazes de formar trens de até 9,6 mil toneladas.
O Sucuriú vai além dos prédios do canteiro: a fábrica depende de eucalipto, ferrovia, energia e fornecedores para manter a produção em escala.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.